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Eleições presidenciais no Brasil: Lula ultrapassa Flávio Bolsonaro na soma dos votos da diáspora

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Os eleitores fazem fila numa secção de voto durante as eleições gerais em Brasília, Brasília, no domingo, 4 de outubro de 2026.
Os eleitores fazem fila numa secção de voto durante as eleições gerais em Brasília, Brasília, no domingo, 4 de outubro de 2026. -  Direitos de autor  Foto AP/Eraldo Peres
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De Manuel Ribeiro  & Joana Mourão Carvalho
Publicado a •Últimas notícias
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Os brasileiros foram este domingo a votos para escolher o próximo presidente do Brasil. Urnas fecharam às 17h00 (horário de Brasília). Corrida está concentrada em Lula e Flávio Bolsonaro.

Os brasileiros foram a votos este domingo, na primeira volta das eleições presidenciais, nas quais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), disputava a reeleição contra o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal. Os votos estão agora a ser processados.

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Este é um dos sufrágios que desperta atenção internacional, uma vez que definirá se esta potência económica da América Latina seguirá com um governo de esquerda ou se somará à onda conservadora da direita defendida pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

Prestes a completar 81 anos, o veterano de esquerda Lula da Silva concorre a um quarto e último mandato, alertando os eleitores de que a soberania do Brasil está em risco devido à pressão exercida por Trump. Já o senador Flávio Bolsonaro, 45 anos, estreia-se na corrida presidencial, tenta garantir o apoio da base eleitoral do pai, Jair Bolsonaro, que governou o país entre 2019 e 2022 e defendia políticas de proximidade com os EUA.

De acordo com as sondagens, que colocam os dois principais candidatos num empate técnico, Lula da Silva (45% nas intenções de voto) enfrenta uma dura batalha contra o senador de direita Flávio Bolsonaro (43%), de 45 anos, que tem vindo a destacar a sua proximidade com a Casa Branca e a insistir que o Brasil precisa de celebrar melhores acordos com a administração Trump, nomeadamente no que diz respeito à economia dos minerais raros.

O senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal, votou no Rio de Janeiro assim que as mesas de voto abriram. Já Lula da Silva votou uma hora depois da abertura das urnas em São Paulo, onde ingressou na carreira política, e mostrou-se confiante no trabalho que desenvolveu nos últimos quatro anos.

Ainda de acordo com as sondagens, nenhum candidato deverá ultrapassar o limiar de 50% necessário para fechar o resultado neste domingo. Assim, espera-se um novo sufrágio numa segunda volta em 25 de outubro.

Os eleitores fazem fila numa secção de voto durante as eleições gerais no Rio de Janeiro, no domingo, 4 de outubro de 2026.
Os eleitores fazem fila numa secção de voto durante as eleições gerais no Rio de Janeiro, no domingo, 4 de outubro de 2026. AP Photo/Bruna Prado

Quase 160 milhões de eleitores estão aptos a votar nestas eleições. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 158.745.463 eleitores votam neste domingo. O voto é obrigatório e quem não o fizer deve justificar.

Os brasileiros também irão eleger 27 governadores estaduais, deputados estaduais, todos os 513 deputados federais da Câmara dos Deputados e 54 dos 81 senadores do país na votação deste domingo.

No estrangeiro, vota-se apenas no Presidente e no Vice-Presidente e espera-se a votação de 918 mil eleitores espalhados pelo mundo.

Em alguns locais, as urnas já fecharam, como é o caso de Portugal, o segundo maior ciclo eleitoral de brasileiros no exterior do mundo, enquanto noutros lugares, a votação já se encerrou.

Segundo os resultados provisórios conhecidos até ao momento, Lula da Silva vence na Malásia, Singapura, China, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia. Flávio Bolsonaro vence nas Filipinas, no Japão, nos Emirados Árabes Unidos

De acordo com a plataforma Pesquisas e Análises Eleições, Lula ultrapassou a barreira dos 53% dos votos válidos no exterior e segue à frente de Flávio Bolsonaro, com 37,22%, quando estavam 51% dos votos da diáspora apurados.

Os resultados definitivos serão divulgados pelo TSE a partir das 17h00 em Brasília (21h00 em Lisboa).

Autoridades brasileiras satisfeitas com a forma como a votação decorreu em Portugal

Em Portugal, as urnas fecharam às 17h00. Em Lisboa, o embaixador do Brasil mostrou-se satisfeito com a realização das eleições brasileiras na capital portuguesa, que alargou os locais de votação na Cidade Universitária.

“Avalio com a melhor nota que se pode dar”, afirmou o diplomata aos jornalistas, num balanço intermédio da votação.

“Todo o trabalho que é feito com planeamento e antecedência é para dar certo”, as “sessões eleitorais aumentaram, foram diversificadas e as pessoas têm mais conforto para exercer o seu direito de voto”, referiu o embaixador brasileiro, que confia numa diminuição da abstenção.

“Imagino que o comparecimento será superior a 50%”, os valores verificados há quatro anos.

“O que nós fizemos foi ampliar os espaços para que as pessoas não sofram nas filas”, passando os pontos de votação da Faculdade de Direito também para a Reitoria e para a Faculdade de Letras.

Já o cônsul do Brasil em Lisboa, Alessandro Candeas, recordou que houve um aumento de 74% do número de eleitores inscritos na capital, 79 mil, pelo que foi necessário mais locais de voto.

Mais de 134.000 brasileiros estavam inscritos para votar em três cidades do país: Lisboa, Porto e Faro. Portugal é o segundo maior colégio eleitoral brasileiro no exterior, atrás dos EUA.

Outras fontes • AFP, AP, Euronews

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