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Jet lag: o que comer e beber para reduzir o cansaço das viagens

Avião da Alaska Airlines descola do Aeroporto James A. Johnson, em Petersburg, no Alasca
Avião da Alaska Airlines descola do Aeroporto James A. Johnson, em Petersburg, no Alasca Direitos de autor  AP Photo/Becky Bohrer
Direitos de autor AP Photo/Becky Bohrer
De Marta Iraola Iribarren
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A alimentação e as bebidas escolhidas antes, durante e depois de um voo podem atenuar os sintomas de jet lag

Em plena época alta de viagens, apresentam‑se algumas sugestões para minimizar os efeitos do jet lag, que acompanha os viajantes e provoca perturbações do sono, fadiga durante o dia, dores de cabeça e até sintomas gastrointestinais.

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O jet lag é uma perturbação temporária do sono que pode afetar qualquer pessoa que viaje através de vários fusos horários. O corpo tem um relógio interno que indica quando deve estar acordado e quando deve dormir. Quando esse relógio se mantém sincronizado com o fuso horário de origem e não se ajusta após a viagem, surge o jet lag.

Embora os sintomas sejam temporários e não possa ser totalmente prevenido, há algumas medidas para reduzir os seus efeitos que vão além de ajustar o horário de sono.

Também a alimentação e as bebidas, e a forma como são consumidas, podem fazer diferença.

Durante a viagem

A preparação começa ainda durante a viagem. O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido recomenda beber água, fazer alongamentos com regularidade e dormir de acordo com o horário do destino.

Recomenda‑se também evitar cafeína e álcool, que podem agravar o jet lag.

Comer segundo o horário local

Embora os sintomas de jet lag variem, problemas digestivos como inchaço, obstipação ou diarreia são frequentes, afirmou Joanne Slavin, especialista em nutrição na Universidade do Minnesota, à Associated Press.

Nos dias antes da viagem, os viajantes devem ajustar lentamente os horários das refeições para se aproximarem dos momentos em que vão comer no destino. Já lá, é preferível comer quando os locais comem. “Adote imediatamente o novo horário”, disse Slavin.

Se for de manhã, tome o pequeno‑almoço. Um estudo de 2023 study (fonte em inglês) concluiu que duplicar o tamanho do pequeno‑almoço e prescindir do jantar nos primeiros três dias após uma mudança de fuso horário pode acelerar a recuperação do jet lag.

Os especialistas também recommend (fonte em inglês) optar, nos primeiros dias, por alimentos que o organismo já está habituado a digerir, o que pode ajudar a aliviar eventuais sintomas digestivos.

“Refeições mais pequenas tendem a ser melhor toleradas, sobretudo por quem tem o estômago sensível ou está a lidar com algum desses incómodos GI [gastrointestinais]”, afirmou Tara Schmidt, nutricionista acreditada na Mayo Clinic, à AP.

Mais tarde na viagem, acrescentou, os viajantes poderão passar gradualmente a fazer refeições maiores. É importante, no entanto, ter atenção aos alimentos a que não estão habituados, sobretudo pratos muito gordurosos ou com elevado teor de gordura.

Ter cuidado com o que se bebe nas férias

Também aqui é preferível dispensar o copo de vinho ou a cerveja, sublinham os especialistas. “Por muito divertido que seja, quando viajamos, recomendamos mesmo evitar o álcool, porque o álcool é um grande perturbador do sono”, disse Schmidt.

Outra recomendação é usar a cafeína de forma estratégica. Quem costuma beber uma chávena de café ou de chá de manhã pode manter esse hábito em viagem, mas deve evitar a cafeína ao fim do dia, já que pode causar dificuldade em dormir. Tanto a cafeína como o álcool podem também aumentar a desidratação.

“A desidratação pode certamente agravar a fadiga e esses sintomas de jet lag que as pessoas sentem”, afirmou Schmidt.

Beber água antes, durante e depois do voo ajuda a combater os efeitos do ar seco da cabine.

No regresso, retomar o horário habitual

Os especialistas sublinham que a forma como se come e bebe em viagem é apenas uma parte da equação para minimizar o jet lag, mas estas mudanças complementam as recomendações mais conhecidas para ajustar o horário de sono ao novo fuso horário.

Quando as férias começam a chegar ao fim, o conselho é semelhante no que toca ao sono e à alimentação: regressar gradualmente ao horário habitual e tentar retomá‑lo plenamente em casa.

“Quanto mais depressa voltar a ele, a todos os seus hábitos”, disse Slavin, “melhor se vai sentir.”

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