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Kallas defende novas sanções contra o Irão após mortes na repressão a manifestantes

A chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, fala com os meios de comunicação social em Bruxelas.
A chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, fala com os meios de comunicação social em Bruxelas. Direitos de autor  AP Photo AP
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De Maïa de la Baume
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As medidas seriam baseadas num vasto quadro de sanções da UE que visa o Irão por violações dos direitos humanos, atividades nucleares e apoio à guerra da Rússia na Ucrânia.

A chefe da política externa da União Europeia (UE), Kaja Kallas, vai propor novas sanções contra o Irão, depois de uma repressão que terá feito centenas de mortos desde o início dos protestos, há quase duas semanas.

"Estou disposta a propor sanções adicionais em resposta à repressão brutal dos manifestantes por parte do regime", disse Kallas ao diário alemão Welt e ao POLITICO, acrescentando que estas complementariam a vasta gama de sanções já em vigor contra o Irão.

A iniciativa de Kallas surge num momento em que o número de mortos no Irão continua a aumentar, na sequência das manifestações que eclodiram a 28 de dezembro devido ao colapso do rial.

Segundo a Agência de Notícias dos Ativistas dos Direitos Humanos, sediada nos Estados Unidos (EUA), mais de 10 600 pessoas foram detidas durante as duas semanas de protestos. Das vítimas mortais registadas, 48 eram agentes de segurança e 496 eram manifestantes.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou recentemente que Bruxelas estava a "acompanhar" a situação, enquanto a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, escreveu no X que "a Europa deve compreender o seu dever e a necessidade de agir".

A UE adotou um vasto conjunto de sanções contra o Irão, nomeadamente a proibição de viajar e o congelamento de bens, em resposta às graves violações dos direitos humanos, às atividades de proliferação nuclear e ao apoio militar à guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia.

O bloco sancionou mais de 230 iranianos, incluindo o ministro do Interior do país, Ahmad Vahidi, membros do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC), bem como mais de 40 outras entidades.

No entanto, a abordagem da UE à atual crise contrasta fortemente com as ameaças militares dos EUA.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou recentemente que "os atingiria com muita força" se os líderes iranianos matassem manifestantes. Embora não tenha sido tomada qualquer decisão, os meios de comunicação social norte-americanos afirmam que Trump está a ser informado sobre as novas opções para ataques militares no país.

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