Esta posição integra uma estratégia mais ampla de revisão das atuais regras de concessão de proteção internacional e temporária.
Na reunião do Conselho Justiça e Assuntos Internos da União Europeia, no Luxemburgo, o ministro da Migração e Asilo, Thanos Plevris, defendeu a necessidade de mudanças significativas no sistema europeu de proteção internacional, com particular enfoque nos jovens homens solteiros que entram de forma irregular na UE.
Segundo fontes do ministério, o governante grego sustentou que os Estados-membros devem ponderar seriamente limitar de forma drástica, ou mesmo abolir totalmente, a concessão de asilo e de outras formas de proteção a homens solteiros de países terceiros em idade de recrutamento que entrem ilegalmente na União Europeia. Explicou que esta posição se insere num esforço mais amplo de revisão dos atuais procedimentos de atribuição de proteção internacional e temporária.
O ministro levantou também a necessidade de reavaliar o regime atualmente aplicável aos homens ucranianos em idade de recrutamento, no quadro do debate europeu em curso. Sublinhou que são necessárias intervenções que evitem nova pressão sobre os sistemas nacionais de asilo e reforcem a eficácia da política migratória da UE.
Paralelamente, a parte grega reiterou o apoio ao Novo Pacto para a Migração e o Asilo, sublinhando, porém, que o seu êxito depende sobretudo do aumento das devoluções de migrantes em situação irregular para os países de origem ou para países terceiros seguros. O ministro assinalou que a resposta ao problema não pode assentar na transferência do ónus para os Estados de primeira entrada, exigindo antes uma ação europeia conjunta e uma repartição equitativa de responsabilidades.
No mesmo sentido, referiu-se também aos chamados "centros de retorno" (return hubs), discutidos a nível europeu como possível instrumento para reforçar a execução das devoluções e melhorar a gestão global da migração irregular.
À margem do Conselho, Plevris reuniu-se com os ministros responsáveis pela migração dos Países Baixos, Finlândia, Suécia, Suíça e Bulgária, centrando-se na aplicação do novo quadro europeu, na proteção das fronteiras externas e no reforço da cooperação entre os Estados-membros.