Mais cedo, esta sexta-feira, o chefe das Forças Armadas britânicas já tinha alertado que o país tinha de reforçar a defesa face às ameaças da Rússia, que invadiu a Ucrânia há mais de quatro anos.
A Rússia pode atacar um país da NATO dentro de quatro anos, segundo avaliações dos serviços de informação ocidentais, advertiu esta sexta-feira o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
O aviso foi feito ao assegurar que o Governo vai publicar um plano de investimento em defesa, há muito adiado, antes da cimeira da NATO do próximo mês.
"É a nossa avaliação de inteligência, e a avaliação de outros países da NATO, que poderá haver um ataque da Rússia à NATO já em 2030", afirmou Starmer.
"Percebe-se assim a urgência e a prioridade que estamos a dar a esta questão", acrescentou, durante uma visita a um fabricante de drones no sudoeste de Inglaterra.
As declarações vão ao encontro de prazos semelhantes avançados por outros líderes europeus e pelo secretário-geral da NATO, Mark Rutte, que advertiu em dezembro que a Rússia "poderá estar pronta para usar força militar contra a NATO dentro de cinco anos".
Starmer comprometeu-se a aumentar a despesa em defesa para 2,5% do PIB a partir do próximo ano, subindo para 3% na próxima legislatura.
Um plano de investimento em defesa para dez anos, na sequência de uma revisão das capacidades militares do Reino Unido, deveria ter sido publicado no final do ano passado, mas continua por apresentar.
Starmer anunciou que o documento será divulgado antes da cimeira da NATO na Turquia, a 7 de julho.
Meios de comunicação britânicos avançaram que o plano foi adiado devido a divergências entre o Ministério das Finanças e outros departamentos sobre os custos.
Starmer garantiu aos jornalistas que o plano será "totalmente financiado".
Mais cedo, esta sexta-feira, o chefe militar britânico advertiu que o país tem de reforçar as suas defesas face às ameaças colocadas pela Rússia, que invadiu a Ucrânia há mais de quatro anos.
"Em 35 anos de carreira, este é o período mais perigoso que conheci", disse o marechal Richard Knighton à BBC.
"Por isso, é importante reforçar a capacidade e o grau de prontidão das nossas forças armadas, em conjunto com os aliados, para dissuadir os nossos adversários de fazerem algo disparatado."
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem insistido que os países da NATO aumentem a despesa em defesa e reduzam a dependência de Washington em matéria de segurança.