O incidente desta sexta-feira de manhã é o mais recente de um número crescente de incursões de drones em território da UE e da NATO
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, manifestou solidariedade para com a Roménia depois de um drone naval ter explodido, na manhã de sexta-feira, no porto oriental de Constanța, uma semana depois de um drone russo ter embatido num prédio de apartamentos em Galați.
Este incidente é uma "consequência direta da guerra da Rússia contra a Ucrânia", afirmou a líder do executivo comunitário numa publicação na plataforma de redes sociais X, acrescentando que episódios como este "se estão a tornar cada vez mais uma ameaça direta para os países na fronteira oriental".
"A nossa solidariedade com todos os Estados-membros expostos a estas ameaças é absoluta. E a nossa resposta tem de corresponder à urgência", escreveu.
O ministério da Defesa da Roménia indicou que o drone naval não fazia parte dos meios do exército romeno e não esteve envolvido nos recentes exercícios na área do mar Negro.
O veículo detonou às 10h30 e não causou quaisquer feridos.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, manifestou também "total solidariedade" com o país no flanco oriental da Europa, uma região abalada por recentes incursões de drones.
"A UE condena as violações repetidas do espaço aéreo de Estados-membros e reafirma o seu compromisso inabalável com a segurança de todos os Estados-membros", escreveu no X.
Os dois incidentes na Roménia são os mais recentes de uma série de incursões de drones, tanto da Rússia como da Ucrânia, que atingem um Estado-membro da NATO desde que Moscovo lançou a invasão em grande escala da Ucrânia em 2022. O episódio surge após uma recente série de incursões semelhantes nos países bálticos.
O presidente romeno, Nicușor Dan, afirmou que as forças policiais e os serviços de segurança atuaram rapidamente antes da explosão de sexta-feira e que a prioridade foi a proteção de vidas e a segurança das infraestruturas portuárias.
"Com um conflito militar na fronteira, é evidente que o ambiente de segurança em que nos encontramos é sensível, razão pela qual manteremos um elevado nível de vigilância", afirmou, reiterando que o incidente é uma "consequência direta da guerra de agressão desencadeada pela Rússia contra a Ucrânia".