Depois de entrevistar uma porta-voz da ONG Luna Blanca sobre as dificuldades em prestar ajuda alimentar no meio da crise migratória, uma equipa da Euronews deslocou-se à sede da organização para verificar como a situação tem evoluído.
As filas continuam, mas a organização Luna Blanca já demonstrou ter capacidade para distribuir até 2000 refeições de alimentos básicos com apenas uma dezena de trabalhadores e vários voluntários. A situação parece estar a evoluir de forma favorável desde sexta-feira, dia em que a porta-voz Halima Ahmed declarou à Euronews que dispunham dos alimentos, mas não da capacidade para os distribuir até ao CETI, onde se concentrava a maioria dos migrantes que atravessaram de Marrocos para Ceuta.
"Acabou de chegar uma criança com um golpe de calor e está estendida no chão. Não podemos deixar que morra de fome. Não somos políticos. Somos seres humanos", afirmou Ahmed, que é também educadora social na Luna Blanca, à equipa da "Euronews" que se deslocou à Cidade Autónoma.
"Estamos a falar de uma afluência de cerca de 60 a 70 mil pessoas em 18 mil quilómetros quadrados. Em suma, estamos quase ao mesmo nível da população da cidade e as instituições não estão preparadas para lidar com esta situação", afirmou também Mustafa Abdelcader, presidente da ONG, que assegura ter atendido cerca de 4000 pessoas desde quinta-feira.