Os ataques de longo alcance têm-se intensificado, enquanto as negociações entre os dois países permanecem num impasse.
No domingo, a Ucrânia lançou centenas de drones sobre o território russo, visando indústrias militares e instalações energéticas, causando a morte de pelo menos seis pessoas num dos maiores ataques aéreos de Kiev desde o início da invasão em grande escala da Rússia ao país, no início de 2022.
Este ano, Kiev intensificou os seus ataques contra a Rússia com mísseis de longo alcance e drones. Para além de atingir alvos militares e energéticos, tem vindo a visar cada vez mais os armazéns da Wildberries, destruindo mercadoria no valor de milhares de milhões de dólares pertencente ao gigante russo do retalho online.
A Ucrânia também foi alvo de ataques durante a madrugada de sábado para domingo, tendo duas pessoas sido mortas numa siderurgia em Kryvyi Rih, uma das maiores fábricas de aço do país.
Os ataques também causaram a morte de duas pessoas na região de Zaporíjia e de uma em Sumy.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, recorreu às redes sociais para dar informações atualizadas sobre a resposta aos danos causados pelos ataques russos.
Zelenskyy reiterou que a Rússia tem vindo a utilizar mísseis balísticos norte-coreanos contra a Ucrânia e instou a que os interceptores de mísseis europeus fossem mobilizados para ajudar a Ucrânia, em vez de "ficarem guardados em armazéns".
No total, o presidente ucraniano afirmou que mais de 1 500 drones foram lançados contra a Ucrânia pela Rússia ao longo da última semana.
Na Rússia, as autoridades indicaram que cinco pessoas morreram na região sul de Rostov.
Duas pessoas foram mortas em Belgorod e em Moscovo, onde as forças armadas ucranianas afirmaram estar a atacar fábricas militares e instalações energéticas.
As forças armadas russas afirmaram ter destruído 822 drones ucranianos, 600 dos quais, segundo alegaram, se dirigiam para a capital.