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Comediante fica presa 80 minutos numa casa de banho da Hermès em Berlim

Hermès Berlim Kurfürstendamm
Hermès Berlim Kudamm Direitos de autor  Marek Śliwecki, Creative Commons Attribution-Share Alike 4.0 International license
Direitos de autor Marek Śliwecki, Creative Commons Attribution-Share Alike 4.0 International license
De Nela Heidner
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O que começou como uma breve visita a uma loja Hermès terminou de forma desagradável para a humorista norte-americana Zarna Garg: ficou quase hora e meia presa na casa de banho da loja de luxo em Berlim e acusa o retalhista de falhas graves.

A comediante indo-americana Zarna Garg, muito conhecida nos Estados Unidos graças a inúmeras aparições televisivas, ganhou notoriedade sobretudo pela forma bem‑humorada como aborda a vida dos imigrantes indianos. Nos media norte‑americanos circula agora uma notícia sobre a sua experiência numa loja de luxo no Ku’damm, em Berlim.

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Em digressão em Berlim, Garg publicou no Instagram as imagens do incidente.

Pouco depois de ter usado a casa de banho da loja Hermès, a comediante tentou voltar a abrir a porta de correr, que entretanto ficou presa.

Garg levou a situação com humor e, juntamente com a sua equipa, começou a filmar a espera: ela do lado de dentro, a equipa do lado de fora. Chegou mesmo a fazer pequenas figuras de origami com guardanapos de papel. À medida que o tempo passava, porém, a situação deixou de ter piada, mesmo para a própria comediante.

Segundo Garg, os funcionários da loja tentaram primeiro, por iniciativa própria, abrir a porta.

Pé de cabra e alarme do edifício

O pessoal pediu‑lhe que empurrasse a porta por dentro, enquanto do lado de fora utilizavam um pé de cabra. Para piorar, o alarme disparou durante a operação. Garg contou que teve receio de ser atingida pelo pé de cabra, enquanto a filha e a equipa permaneciam no exterior, a assistir a uma tentativa de resgate cada vez mais tensa.

O vídeo do incidente tornou‑se viral.
O vídeo do incidente tornou‑se viral. Instagram

Relata que a sua equipa insistiu para que chamassem os bombeiros, mas os funcionários hesitaram – segundo Garg, porque receavam que a porta pudesse ficar danificada.

Ao fim de 80 minutos, acabou por ser libertada pelos bombeiros de Berlim.

Após o incidente, Garg disse ter ficado aliviada por, pelo menos, não ter deflagrado um incêndio. Confessou que se preocupou por estar fechada atrás de uma porta que, na sua opinião, poderia não cumprir as normas necessárias de segurança contra incêndios.

Recusou brindar com champanhe

Descreveu a porta da casa de banho como barata e pouco resistente e manifestou dúvidas sobre o cumprimento das regras de proteção contra incêndios.

Para Garg, o episódio não terminou com a abertura da porta. Depois de ser resgatada, ninguém lhe pediu desculpa, explicou o que tinha acontecido ou sequer tentou falar com ela, apesar de ter estado mais de uma hora fechada.

Em vez disso, um funcionário aproximou‑se com uma garrafa de champanhe – aparentemente como gesto de compensação. Garg e a sua equipa recusaram a oferta, explicando que, depois de uma situação destas, não estavam de todo com disposição para champanhe.

Família assistiu a tudo

O que mais abalou Garg foi o facto de os filhos e a equipa terem assistido do lado de fora à dramática operação de resgate. Viram, impotentes, os esforços do pessoal para abrir a porta. Mesmo depois disso, ninguém se preocupou com eles nem tentou tranquilizá‑los.

No final, a comediante reagiu com o humor que se tornou a sua imagem de marca: fez uma comparação mordaz com as malas Hermès, sobre as quais brincou, dizendo que são conhecidas por serem muitas vezes difíceis de abrir e fechar – tal como a porta da casa de banho que a deixou presa.

Instagram
Instagram Imagens retiradas das redes sociais

O comentário final, porém, foi bastante menos bem‑disposto: descreveu o episódio como “a história de uma mala inútil, uma porta inútil e pessoas inúteis”. A publicação gerou inúmeras reações nas redes sociais.

Muitos utilizadores consideraram que um simples pedido de desculpa e o reconhecimento do sucedido teriam sido mais adequados do que um “presente”.

Até ao momento, a Hermès não comentou o caso. Garg mostrou compreensão pelo facto de a marca de luxo se manter reservada, possivelmente devido a eventuais consequências legais, e lembrou também a sua própria formação jurídica.

Antes de iniciar a carreira de comediante, Garg trabalhou como advogada em processos cíveis em Nova Iorque – precisamente na área de danos pessoais e ações de indemnização.

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