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Estudo: dietas vegetarianas e veganas podem ser saudáveis para crianças, com ressalvas

Crianças preparam legumes
Crianças preparam legumes. Direitos de autor  Canva
Direitos de autor Canva
De Gabriela Galvin
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Investigadores dizem que crianças com dietas à base de plantas podem precisar de tomar suplementos ou consumir alimentos fortificados para obter nutrientes essenciais

Dietas vegetarianas ou veganas podem ser saudáveis para crianças, conclui uma nova revisão abrangente, mas é provável que precisem de alimentos fortificados ou suplementos para obter todos os nutrientes de que necessitam.

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Dietas à base de plantas podem também trazer benefícios de saúde para crianças, incluindo melhor saúde cardiovascular face às que comem carne, segundo o estudo, publicado na Critical Reviews in Food Science and Nutrition.

Os resultados sugerem que "dietas vegetarianas e veganas bem planeadas e devidamente suplementadas podem satisfazer as necessidades nutricionais e apoiar um crescimento saudável nas crianças", afirmou em comunicado Monica Dinu, autora principal do estudo e investigadora na Universidade de Florença, em Itália.

Os investigadores dizem que é o estudo mais abrangente até à data sobre dietas à base de plantas em crianças.

Os cientistas analisaram dados de quase 49 000 crianças e adolescentes em 18 países, acompanhando hábitos alimentares, resultados de saúde, crescimento e estado nutricional. As categorias incluíram vegetarianos (que consomem lacticínios e ovos, mas não carne, peixe ou aves), bem como veganos e omnívoros.

Crianças vegetarianas tendiam a ingerir mais fibra, ferro, folato, vitamina C e magnésio do que omnívoros, mas obtinham menos energia, proteína, gordura, vitamina B12, vitamina D e zinco.

Havia menos evidência sobre dietas veganas, mas os padrões eram semelhantes. Crianças veganas tinham uma ingestão de cálcio particularmente baixa, concluiu o estudo.

Os investigadores disseram que crianças com dietas à base de plantas podem precisar de tomar suplementos ou consumir alimentos fortificados para evitar carências de alguns nutrientes essenciais.

"Importa notar que a vitamina B12 não atingiu níveis adequados sem suplementação ou alimentos fortificados, e as ingestões de cálcio, iodo e zinco situavam-se muitas vezes no limite inferior das faixas recomendadas", disse Jeannette Beasley, uma das autoras do estudo e professora associada na Universidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos.

Crianças veganas e vegetarianas apresentavam melhor saúde cardiovascular do que as que comem carne. Os vegetarianos tendiam a ser ligeiramente mais baixos e mais magros, com índice de massa corporal (IMC), massa gorda e conteúdo mineral ósseo inferiores.

Também tinham colesterol mais baixo, incluindo colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL), a forma "má" ou "não saudável" de colesterol que pode levar à acumulação de placa nas artérias.

O estudo tem, no entanto, limitações; por exemplo, é difícil provar se as dietas das crianças causaram diretamente as diferenças nos resultados de saúde. As famílias que optam por dietas à base de plantas podem também diferir das que comem carne em termos de estatuto socioeconómico ou fatores de estilo de vida.

Os investigadores recomendam que os pais planeiem cuidadosamente a alimentação dos filhos, por exemplo, com apoio de pediatras e nutricionistas.

Defendem mais orientações oficiais para ajudar famílias com dietas à base de plantas a garantirem que as necessidades nutricionais das crianças são satisfeitas durante o crescimento.

"Esperamos que estes resultados ofereçam orientações mais claras sobre os benefícios e os potenciais riscos das dietas à base de plantas, ajudando o número crescente de pais que opta por estas dietas por razões de saúde, éticas ou ambientais", disse Dinu.

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