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Espanha mobiliza vacinas para Ceuta após casos de tuberculose, sarna e outras doenças

Migrantes que atravessaram de Marrocos para Espanha fazem fila para receber comida numa praia do enclave espanhol de Ceuta, em Espanha, em 19 de agosto de 2026.
Migrantes que passaram de Marrocos para Espanha fazem fila para receber comida numa praia do enclave espanhol de Ceuta, em Espanha, a 19 de agosto de 2026. Direitos de autor  Foto AP/Antonio Sempere
Direitos de autor Foto AP/Antonio Sempere
De Christina Thykjaer
Publicado a Últimas notícias
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Saúde procura assegurar o fornecimento de vacinas em Ceuta, após casos de tuberculose, gastroenterite, sarna e impétigo detetados.

O Ministério da Saúde convocou com caráter de urgência as comunidades autónomas para abordar o fornecimento de vacinas para os migrantes que permanecem em Ceuta após a chegada massiva proveniente de Marrocos, registada no final de julho.

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A reunião extraordinária da Comissão de Saúde Pública realiza-se esta segunda-feira, 24 de agosto, às 12h00, por videoconferência, segundo vários meios espanhóis, e contará com representantes de Saúde Pública das comunidades e cidades autónomas.

Segundo informação avançada pelo diário espanhol “El Mundo”, o encontro terá um único ponto na ordem de trabalhos: a criação de um “mecanismo de solidariedade para vacinas em relação com a situação em Ceuta”.

A convocatória pretende garantir que a cidade autónoma disponha das doses necessárias para imunizar os migrantes que continuam ali e reforçar a proteção contra diferentes doenças infecciosas.

Vacinas contra poliomielite, difteria e varicela

Entre as vacinas que a tutela da Saúde pretende administrar figura a vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, a papeira e a rubéola. Prevê-se ainda a imunização contra doenças como a varicela, a poliomielite, o tétano e a difteria.

A crise migratória aumentou também a pressão sobre os serviços de saúde da cidade. Entre 31 de julho e 14 de agosto, o Instituto Nacional de Gestão Sanitária (Ingesa) contabilizou 5.801 atendimentos relacionados com a crise, enquanto o dispositivo montado pela Cruz Vermelha na praia do Trampolín realizou mais de 2.500 intervenções adicionais. Em 31 de julho atingiu-se o pico, com 1.149 atendimentos numa só jornada.

O Ministério da Saúde informou ainda da existência de 18 menores com prova de Mantoux positiva e dois casos confirmados de tuberculose. Profissionais de saúde referem também consultas relacionadas com gastroenterites, sarna e impétigo. O Exército espanhol contabilizou pelo menos 24 casos de sarna entre os seus militares na Comandância Geral em Ceuta.

A Sociedade Espanhola de Epidemiologia alerta, contudo, que estas doenças não devem ser associadas diretamente à condição de migrante e sublinha que os problemas de saúde estão sobretudo ligados às condições de sobrelotação, insalubridade e falta de recursos em que algumas destas pessoas permanecem.

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