De memórias clássicas a romances contemporâneos, estes livros de viagem captam o espírito de aventura e são ideais para levar nas próximas férias
À medida que a tendência do turismo literário continua a crescer em 2026, cada vez mais viajantes organizam as viagens em função dos livros que leem, seja para refazer o percurso de uma personagem, seja apenas para encontrar inspiração para o próximo destino.
Das memórias clássicas à ficção contemporânea, a literatura de viagens tornou-se presença obrigatória na mala das férias.
Eis alguns dos melhores livros de viagens, de ficção e não ficção, para levar de férias neste verão.
The Great Railway Bazaar, de Paul Theroux
Clássico da literatura de viagens moderna, publicado pela primeira vez em 1975, acompanha Paul Theroux numa viagem de comboio de quatro meses pela Europa e pela Ásia. É um relato perspicaz, atento e cheio de encontros memoráveis, o que o torna um dos livros mais duradouros alguma vez escritos sobre viajar entre continentes.
In Patagonia, de Bruce Chatwin
Este clássico de viagens segue Bruce Chatwin pelos remotos cenários do sul da Argentina e do Chile. Ao combinar história, anedotas e reflexão pessoal, continua a ser um dos livros mais evocativos sobre distância, mito e lugar.
Eat, Pray, Love, de Elizabeth Gilbert
Publicado em 2006, este livro de memórias de Elizabeth Gilbert acompanha a sua viagem por Itália, Índia e Indonésia após uma crise pessoal. A comida, a espiritualidade e a descoberta de si própria marcam o relato, que se tornou uma das memórias de viagem mais lidas da atualidade e deu origem a uma adaptação cinematográfica de grande sucesso protagonizada por Julia Roberts.
A Year in Provence, de Peter Mayle
Passado no sul de França, este relato leve e bem-humorado acompanha a mudança de Peter Mayle para a Provença. Mistura gastronomia, paisagem e quotidiano, oferecendo um retrato caloroso da vida rural francesa que continua a ser leitura ideal para o verão.
Wild, de Cheryl Strayed
Cheryl Strayed conta a sua caminhada a solo ao longo do Pacific Crest Trail depois de um período de perda e turbulência. O livro alia o desafio físico à recuperação emocional, fazendo dele uma das memórias contemporâneas mais fortes sobre viagem e mudança.
Into the Wild, de Jon Krakauer
Baseado numa história verídica, segue Christopher McCandless quando abandona a vida convencional e ruma às terras selvagens do Alasca. Explora a liberdade, o risco e o desejo de fuga, e tornou-se uma narrativa moderna de referência sobre o apelo da estrada.
The Beach, de Alex Garland
Passado na Tailândia, este romance acompanha um mochileiro em busca de uma ilha paradisíaca secreta. Capta a fantasia de viajar fora dos circuitos habituais, ao mesmo tempo que revela o lado mais sombrio desse ideal, do escapismo ao sentimento de privilégio e à ilusão.
Vagabonding, de Rolf Potts
Meio guia de viagens, meio ensaio filosófico, este livro defende que viajar durante longos períodos depende menos do dinheiro do que das prioridades e da perspetiva. Continua a ser uma das obras mais influentes para quem sonha viajar com mais liberdade e durante mais tempo.
O Alquimista, de Paulo Coelho
Este romance best-seller acompanha um jovem pastor que viaja de Espanha para o Egito em busca de um tesouro. A viagem é ao mesmo tempo física e simbólica, razão pela qual continua a ressoar de forma tão intensa junto de quem gosta de viajar.
Shantaram, de Gregory David Roberts
Passado em grande medida em Mumbai, este romance volumoso acompanha um condenado fugitivo que tenta construir uma nova vida na Índia. Denso, vívido e imersivo, oferece um forte sentido de lugar e continua a ser um preferido de quem gosta de se perder num destino.