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Lista de desejos de outono da Euronews Travel: destinos de eleição para férias na Europa

Castelo de Neuschwanstein, na Baviera, integra as nossas sugestões de viagem para o outono
Castelo de Neuschwanstein na Baviera integra as nossas sugestões de viagens de outono Direitos de autor  Stefano Bernardo/Unsplash
Direitos de autor Stefano Bernardo/Unsplash
De Saskia O'Donoghue & the Euronews Travel team
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A pensar numa escapadela de outono pela Europa? Inspire-se nas sugestões da equipa Euronews Travel

Fim do verão não é motivo para lamentos. O outono pode bem ser uma das melhores alturas do ano para viajar na Europa, com menos multidões, preços mais baixos e destinos no auge da sua atmosfera.

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Entre passeios revigorantes pelo campo, cores outonais intensas, cafés acolhedores e celebrações sazonais, estas são as viagens que a equipa do Euronews Travel tem na lista de desejos para os meses terminados em “-ber”.

Saskia O’Donoghue: porque escolho a Baviera (e Malta)

Se for sincera, o outono é, de longe, a minha estação menos favorita, com as árvores a definhar lentamente e os dias a encurtar. Acho que esse meu ódio se deve ao facto de ser uma estação tão triste em Inglaterra, que é onde vivo. Mais recentemente, tenho tentado fazer as pazes com o outono noutros sítios onde é levado a sério.

No ano passado visitei a Chéquia e a Nova Escócia, no Canadá, dois destinos que conseguem tornar o outono muito agradável. Este ano, planeio ir até à Baviera, quando as multidões de verão já desapareceram e a paisagem ganha tons de dourado, laranja e vermelho-escuro.

Apesar das minhas reservas em relação ao outono, passaria de bom grado os dias a passear por Munique, a saltar entre cervejarias acolhedoras e mercados, antes de seguir para sul, em direção às montanhas e, claro, aos castelos.

Neuschwanstein pode ser uma escolha algo óbvia como paragem obrigatória, mas duvido que alguma vez me cansasse de ver algo tão espetacular enquadrado pelas cores do outono.

Longos passeios, seguidos de uma refeição bávara substancial, de uma bebida local e de um sítio bem aconchegado onde aquecer ao pé da lareira? Soa-me a férias de outono quase perfeitas – e talvez até me convertam numa amante assumida da estação.

Se, ainda assim, continuar a detestá-lo, volto para Malta, onde guardo boas memórias de apanhar sol em novembro e de ver o sol pôr-se a uma hora nada deprimente.

Sigulda é conhecida como a capital de outono da Letónia
Sigulda é conhecida como a capital de outono da Letónia Artis Butkevics/Unsplash

Dianne Apen-Sadler: porque escolho a Letónia

Enquanto jornalista de viagens, pedem-me constantemente recomendações dos meus lugares preferidos na Europa e, nove em cada dez vezes, acabo a falar ou de algum sítio nos Balcãs (pense mais em Belgrado e Skopje do que em Budva e Split), ou dos Bálticos.

Com o seu centro histórico pitoresco – e classificado pela UNESCO –, museus excelentes e ótimas cervejarias artesanais, a capital letã, Riga, reúne todos os ingredientes de uma escapadinha de fim de semana, que se desfruta tanto no auge do verão como no pico do inverno (ou, para efeitos deste artigo, no outono).

Mas o sítio que mais me entusiasma visitar na época em que se vai apreciar as folhas outonais é Sigulda, a “capital de outono” da Letónia, a cerca de 45 minutos de comboio de Riga.

Em outubro, as margens do rio Gauja transformam-se em tons de laranja – que, por acaso, também é a minha cor preferida – e o teleférico de Sigulda e o castelo de Turaida oferecem os melhores miradouros.

Quem precisa da Nova Inglaterra quando temos lugares destes aqui mesmo na Europa?

A Escócia é famosa pela sua beleza no outono – e com razão
A Escócia é famosa pela sua beleza no outono – e com razão B K/Unsplash

Mike Starling: porque escolho a Escócia

Não quero parecer um britânico caseiro, mas, para quem vive fora do Reino Unido há muitos anos, é sempre bom voltar à terra natal. Ainda assim, apesar de ser inglês, diria para esquecer Londres, os Cotswolds e o Lake District e seguir “para norte da fronteira”.

A Escócia é encantadora em qualquer altura do ano, mas no outono é perfeita, sobretudo para quem gosta de atividades ao ar livre. Claro que pode sempre cair um ou outro aguaceiro (ou cinco), mas as cores outonais das árvores, vales e lagos tornam qualquer caminhada, passeio ou aventura ao ar livre realmente recompensadores. Depois há o golfe… verdadeiramente espetacular.

Além disso, depois de completar 18 buracos ou de “conquistar um Munro” – atingir o cume de uma montanha escocesa com pelo menos 3 000 pés (914,4 metros) de altura –, pode desfrutar da calorosa hospitalidade do país. Literalmente. Pense em lareiras acesas nos pubs, comida substancial e um copo de uísque. O que há para não gostar?

Monte Carlo, Mónaco
Monte Carlo, Mónaco Lazar Gugleta/Unsplash

Fakhriya M. Suleiman: porque escolho o Mónaco

O apelo luxuoso do Mónaco sempre me atraiu. Mas, sendo um principado na Riviera Francesa com apenas dois quilómetros quadrados, as multidões de verão já me seduzem bem menos. Ir em época intermédia, com o Mónaco em modo outono? Isso já não recusaria.

Ouvi falar tanto de como se explora este Estado-cidade tranquilamente a pé. Imagino-me a contemplar a arquitetura futurista de Mareterra ou as cores vibrantes do Jardim das Rosas Princesa Grace, em Fontvieille.

Embora esteja sempre pronta para novas experiências (como visitar o Mónaco pela primeira vez…), admito que, paradoxalmente, também sou uma criatura de hábitos. Sei que me sentiria em casa ao passar do paraíso das compras de Doha para o de Monte Carlo. A minha aventura a pé continuaria pela promenade comercial, onde abriria o apetite antes de me lançar na cena gastronómica de Monte Carlo.

O Blue Bay, com duas estrelas Michelin e dirigido pelo chefe Marcel Ravin, oferece aos clientes uma experiência a meio caminho entre a cozinha caribenha e a mediterrânica, sempre com vista para o mar. Só falta mesmo o bilhete de avião.

Roma no outono
Roma no outono Nicolò Salinetti/Unsplash

Maya Abu Hajleh: porque escolho a Itália

Sempre quis visitar a Itália. Agrada-me a ideia de percorrer as ruas, provar comidas diferentes, sentar-me em pequenos cafés e não ter propriamente pressa para ir a lado nenhum.

Sempre gostei de imaginar-me a viver num sítio pequeno e acolhedor, onde se conhece quem está à volta e tudo parece andar um pouco mais devagar. Talvez, com o tempo, acabasse por achar isso aborrecido, mas quero experimentar em primeira mão antes de tirar conclusões.

Tendo passado a maior parte da vida no Golfo, estou habituada ao calor e a ver muita paisagem desértica e seca. Por isso adoraria experimentar algo completamente diferente, como a Itália no outono, com todas as árvores a mudarem de cor, as montanhas, os lagos e as pequenas localidades.

Acho que uma das minhas coisas preferidas seria simplesmente caminhar pelas belas ruas de Itália e pisar todas aquelas folhas secas e coloridas depois de caírem. Penso que iria apreciar bastante esse ritmo de vida mais lento, mesmo que fosse só por algum tempo.

A New Forest, no sul de Inglaterra, conhecida pelos pónies selvagens, é particularmente bonita no outono
A New Forest, no sul de Inglaterra, conhecida pelos pónies selvagens, é particularmente bonita no outono Richard Loader/Unsplash

Rebecca Ann Hughes: porque escolho a Inglaterra

O verão foi intenso no norte de Itália, onde vivo. Passámos mais tempo em ondas de calor do que fora delas, com longos períodos acima dos 35 ºC e 95% de humidade. Dei por mim, inesperadamente, a desejar aquilo que normalmente consideraria uma ideia de férias bastante banal: caminhar pelo campo britânico.

A Europa não tem falta de trilhos espetaculares nem de parques naturais, mas é aquele ambiente inconfundível das florestas britânicas que procuro: chuva miudinha, o cheiro terroso e húmido das folhas caídas debaixo dos pés, vislumbres de esquilos em correria e o acolhimento de um pub de campo.

Tenho a sorte de ter família a viver em dois ótimos recantos do campo inglês (sendo eu da Escócia, vou na direção oposta à do editor Mike para mudar de ares!). A minha tia vive no Lake District, terreno ideal para caminhadas puxadas até aos cumes das montanhas ou passeios tranquilos ao longo dos lagos.

O meu tio vive mais a sul, na New Forest, onde me imagino a mergulhar em bosques sombrios ou a atravessar charnecas abertas – e a fazer amizade com os pónies selvagens que vagueiam livremente.

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