Pete Hegseth gerou polémica ao dizer: "Chegam barcos e homens. Quando é que as capitais europeias vão agir contra essa invasão? Ou já será tarde demais?"
O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, evocou a migração durante um discurso que assinalou o 82.º aniversário dos desembarques do Dia D na Normandia.
No cemitério americano de Colleville-sur-Mer, Hegseth afirmou que “diferentes praias europeias são hoje assaltadas por diferentes ideologias perigosas”.
“Praias em Espanha, Itália, Grécia e Bulgária... Chegam embarcações e homens”, disse, antes de perguntar: “Quando é que as capitais europeias vão fazer alguma coisa em relação a essa invasão? Ou já é tarde demais?” E concluiu: “Rezo para que não, e acredito que não.”
Hegseth não mencionou explicitamente a imigração, mas a administração Trump tem criticado, de forma mais ampla, as políticas europeias de migração e a segurança das fronteiras. Em setembro, o Presidente dos EUA, Donald Trump, disse à Europa, na ONU, que “os vossos países estão a ser arruinados” pela migração.
O responsável aproveitou ainda a ocasião para defender uma cooperação de defesa transatlântica mais forte, argumentando que a paz depende de uma capacidade militar sustentada em ambos os lados do Atlântico.
“Os homens aqui sepultados combateram numa aliança militar em que cada parceiro... deu tudo em termos de indústria, coragem e sacrifício”, afirmou, acrescentando: “Não slogans vazios, não cimeiras sumptuosas, não comunicados. Aliados reais a fazer coisas concretas, a sofrer perdas reais por uma causa comum pela qual vale a pena lutar e morrer.”
Hegseth apelou aos aliados europeus para reforçarem o seu empenho, advertindo que “a paz só se garante através da força”, e não participou nas principais comemorações internacionais do Dia D, que ocorreram mais tarde.
Os desembarques na Normandia, em 6 de junho de 1944, continuam a ser a maior invasão anfíbia da história e foram decisivos para a derrota da Alemanha nazi.