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Ucrânia: 13 mortos e 90 feridos em bombardeamentos noturnos russos

Bombeiros extinguem incêndio após prédio residencial ser atingido num ataque de drones da Rússia em Kharkiv, Ucrânia, domingo, 9 de agosto de 2026
Bombeiros extinguem um incêndio após um prédio residencial ser atingido num ataque de drones da Rússia em Kharkiv, Ucrânia, domingo, 9 de agosto de 2026 Direitos de autor  AP Photo/Andrii Marienko
Direitos de autor AP Photo/Andrii Marienko
De Malek Fouda
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Treze mortos e cerca de 90 feridos em 24 horas em ataques russos, numa altura em que o Kremlin intensifica o bombardeamento de cidades ucranianas. Moscovo fala em cinco mortos em ataques de drones ucranianos contra cidades russas.

Rússia e Ucrânia trocaram ataques durante a noite que causaram vários mortos e feriram muitas outras pessoas de ambos os lados, segundo as autoridades locais.

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Os ataques russos com mísseis de grande escala contra cidades ucranianas tornaram-se quase rotina nas últimas semanas, com Moscovo a aproveitar a escassez crítica de mísseis intercetores dos sistemas Patriot de fabrico norte-americano, a única arma de defesa aérea no arsenal ucraniano capaz de abater mísseis balísticos.

Nos mais recentes ataques, drones ucranianos mataram cinco pessoas e feriram cerca de duas dezenas, incluindo um menino de quatro anos, na região russa de fronteira de Belgorod, de acordo com a administração regional.

Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, quatro pessoas morreram na região da capital Kiev, nomeadamente um menino de três anos e os avós, num dos ataques, e mais tarde foi registada outra vítima mortal num ataque separado, também contra infraestruturas civis.

Elementos dos serviços de emergência combatem um incêndio em edifícios residenciais após um ataque com mísseis russos em Odessa, Ucrânia, domingo, 9 de agosto de 2026
Elementos dos serviços de emergência combatem um incêndio em edifícios residenciais após um ataque com mísseis russos em Odessa, Ucrânia, domingo, 9 de agosto de 2026 Ukrainian Emergency Service via AP/Ukrainian Emergency Service via AP

“É necessária mais pressão, com novas sanções que impeçam a Rússia de produzir estes mísseis balísticos. E o nosso povo precisa absolutamente de mais proteção. Sistemas antibalísticos, mísseis intercetores para os sistemas Patriot, SAMP/T, NASAMS e HAWK, bem como os nossos F-16”, escreveu Zelenskyy numa publicação na aplicação de mensagens Telegram.

Em Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, mísseis russos atingiram um bloco de apartamentos altos no bairro de Saltivskyi, causando a morte a duas pessoas e ferindo 13, segundo o responsável regional Oleh Syniehubov.

Em ataques noutras cidades da linha da frente, incluindo Sumy, Kherson e Donetsk, na região industrial oriental de Donbas, foram registadas pelo menos mais seis mortes.

Mais oito pessoas ficaram feridas no porto ucraniano de Odessa, no mar Negro, depois de “dezenas de mísseis e drones” terem atingido a cidade e a região envolvente, segundo o chefe da administração local, Oleh Kiper.

As autoridades ucranianas afirmam que 13 pessoas morreram e cerca de 90 ficaram feridas em ataques russos nas últimas 24 horas.

Equipa de salvamento evacua um civil ferido depois de um edifício residencial ter sido atingido na sequência de um ataque com drones da Rússia em Kharkiv, Ucrânia, domingo, 9 de agosto de 2026
Equipa de salvamento evacua um civil ferido depois de um edifício residencial ter sido atingido na sequência de um ataque com drones da Rússia em Kharkiv, Ucrânia, domingo, 9 de agosto de 2026 Andrii Marienko/Copyright 2026 The AP. All rights reserved.

Há meses que Zelenskyy apela a outros países, sobretudo aos Estados Unidos, para enviarem mais sistemas Patriot para a Ucrânia, tornados mais escassos pela guerra no Irão, argumentando que são cruciais para proteger civis.

Na falta disso, Zelenskyy quer produzir munições para os Patriot na Ucrânia ou obter autorização de Elon Musk para usar o sistema de comunicações por satélite Starlink para orientar ataques dentro da Rússia que possam atingir os seus lançadores de mísseis.

Entretanto, Kiev mantém ataques com drones de longo alcance contra infraestruturas energéticas russas, bem como contra o maior retalhista online do país, a Wildberries, e outros alvos no interior da Rússia, provocando uma crise de combustíveis.

O ministério da Defesa russo afirmou no domingo que os seus ataques noturnos atingiram armazéns de drones na região de Kharkiv, bem como depósitos de combustível e reservas de outro material pertencente às forças armadas ucranianas no porto de Odessa.

Elementos dos serviços de emergência combatem um incêndio em edifícios residenciais após um ataque com mísseis russos em Odessa, Ucrânia, domingo, 9 de agosto de 2026
Elementos dos serviços de emergência combatem um incêndio em edifícios residenciais após um ataque com mísseis russos em Odessa, Ucrânia, domingo, 9 de agosto de 2026 Ukrainian Emergency Service via AP/Ukrainian Emergency Service via AP

Segundo o ministério, as forças russas abateram 153 drones ucranianos durante a noite de sábado para domingo, incluindo sobre a Crimeia ocupada pela Rússia e sobre os mares Negro e de Azov.

Na região russa de Belgorod, as autoridades indicaram que ataques de drones ucranianos danificaram 29 blocos de apartamentos e cinco casas particulares, bem como edifícios administrativos e “instalações comerciais” não especificadas.

Destroços de drones ucranianos caíram também sobre duas empresas e uma casa particular na cidade russa de Novorossiysk, afirmou no domingo o presidente da câmara, Andrey Kravchenko.

Em Novorossiysk encontra-se um grande terminal de combustíveis que liga os campos petrolíferos do Cazaquistão a mercados em todo o mundo e que já foi alvo de ataques ucranianos, numa altura em que Kiev procura asfixiar o setor energético do Kremlin, que considera ser o braço financeiro da invasão.

Outras fontes • AP

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