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Tibetanos exilados rapam a cabeça em protesto contra a nova lei chinesa de unidade étnica em Nova Deli

Vídeo. Manifestantes tibetanos em Nova Deli denunciam China com cabeças rapadas e orações

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Centenas de exilados tibetanos reuniram-se em Nova Deli, na quinta-feira, 20 de agosto, para protestar contra a nova Lei da Unidade Étnica e Progresso da China

Alguns manifestantes raparam a cabeça num gesto simbólico, enquanto outros entoaram palavras de ordem contra o presidente chinês, Xi Jinping, e apelaram à intervenção das Nações Unidas.

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Os manifestantes afirmaram que a legislação ameaça a identidade, a língua, a cultura e as tradições religiosas tibetanas e que pode criar uma base jurídica para aquilo que descrevem como uma política de assimilação. Pequim defende que a lei pretende promover o desenvolvimento, o patriotismo e a unidade entre os 56 grupos étnicos oficialmente reconhecidos na China.

A lei, em vigor desde 1 de julho, proíbe atos considerados suscetíveis de incentivar divisões entre grupos étnicos. Exige ainda que escolas, famílias, organismos públicos e outras instituições promovam a unidade nacional e prevê medidas contra pessoas ou organizações fora da China se forem consideradas responsáveis por prejudicar a unidade étnica.

Os manifestantes rezaram também em memória de Lobsang Palden, conhecido igualmente como Lobga Rangzen. Organizações tibetanas afirmam que morreu a 2 de julho, depois de se imolar pelo fogo em frente à sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, onde protestava contra as políticas da China no Tibete.

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