O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o vice-presidente, JD Vance, visitam na sexta-feira os locais dos atentados de 2001.
Socorristas e militares prestaram homenagem às vítimas mortais dos atentados de 11 de Setembro de 2001 durante a convenção de meio de mandato do Partido Republicano, em Dallas, na quinta-feira.
O público, habitualmente jovial, ficou em silêncio enquanto uma guarda de honra fazia um solene toque de sinos para recordar as vítimas e assinalar a ocasião, na véspera do 25.º aniversário dos atentados.
O evento reuniu milhares de pessoas no American Airlines Center para declararem apoio aos candidatos republicanos nas próximas eleições intercalares, que vão determinar a composição do Congresso nos últimos dois anos da presidência de Donald Trump.
Trump e o vice-presidente, JD Vance, planeiam visitar esta sexta-feira os locais dos atentados de 2001, estando previsto que Trump faça um discurso no Pentágono.
O Museu e Memorial Nacional do 11 de Setembro prepara também um evento na praça do memorial, em Manhattan, onde as famílias das vítimas se vão reunir para uma cerimónia. Vão ser lidos em voz alta os nomes das 2.983 pessoas assassinadas nos atentados de 11 de setembro e no atentado bombista de 26 de fevereiro de 1993 contra o World Trade Center.
O museu anunciou ainda que vai introduzir um sétimo momento de silêncio em homenagem a quem perdeu a vida devido a problemas de saúde relacionados com o 11 de Setembro. Até agora, eram observados seis momentos de silêncio para assinalar os principais episódios dos atentados, nomeadamente quando cada uma das Torres Gémeas foi atingida, quando cada uma ruiu, bem como as horas dos ataques ao Pentágono e da queda do voo 93 da United Airlines na Pensilvânia.
Isto acontece depois de, no início da semana, Trump ter condecorado a título póstumo Welles Crowther, um corretor da bolsa, de 24 anos, e bombeiro voluntário de Nova Iorque que morreu enquanto resgatava pessoas presas na Torre Sul do World Trade Center, com a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta distinção civil dos Estados Unidos.
“Hoje, em honra da sua incrível coragem e de todos os outros incontáveis atos de heroísmo desconhecidos nesse dia, é para mim um privilégio atribuir esta distinção muito especial, a mais alta honra que concedemos, a mais alta honra civil, a Medalha Presidencial da Liberdade. Queremos atribuí-la a Welles e à família de Welles”, disse Trump ao anunciar a condecoração.
Em Nova Iorque, milhares de drones iluminados recriaram também na quarta-feira as Torres Gémeas num evocativo memorial, como parte das comemorações do aniversário.
A obra, intitulada “2.977 luzes sobre o porto de Nova Iorque”, integrou 2.977 drones, representando cada uma das vidas perdidas no 11 de Setembro.
Na rede X, o secretário dos Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, qualificou a instalação como uma “homenagem impressionante” que “serve de lembrança solene da resiliência da América e da extraordinária coragem dos heróis e primeiros socorristas que deram tudo”.
“Às vítimas, às suas famílias e a todos os que serviram: nunca vos esqueceremos”, acrescentou.
"Amor e solidariedade"
Num texto publicado na rede X, a principal diplomata da União Europeia, Kaja Kallas, recordou também os que perderam a vida nos atentados, que, disse, “mudaram o curso da História”.
“Os ataques ao World Trade Center, ao Pentágono e na Pensilvânia destruíram vidas e alteraram profundamente os assuntos mundiais”, escreveu.
“Um quarto de século depois, a Europa mantém o total compromisso com laços fortes com os Estados Unidos”, acrescentou.
O autarca de Londres, Sadiq Khan, expressou igualmente a solidariedade da cidade com Nova Iorque, escrevendo nas redes sociais: “Passados 25 anos, Londres está com Nova Iorque, com amor e solidariedade”.
11 de Setembro
No dia 11 de setembro de 2001, 19 membros da rede terrorista al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais, fazendo embater dois nas Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, e um terceiro no Pentágono, na Virgínia. Um quarto avião despenhou-se num campo rural na Pensilvânia, depois de os passageiros terem enfrentado os sequestradores.