Vídeos publicados nas redes sociais russas mostravam chamas a subirem de blocos de apartamentos e do centro empresarial Galereya Chizhova, de 25 pisos, com fumo negro espesso a espalhar-se pelos bairros vizinhos. Outras imagens mostravam casas particulares em chamas, um edifício comercial danificado, blocos residenciais com janelas destruídas e pelo menos dez carros a arder num parque de estacionamento. Moradores vasculhavam os escombros, onde foram encontrados fragmentos de motores de drones.
Alexander Gusev, o governador, afirmou que as defesas aéreas abateram 113 drones sobre a região, mais de 70 diretamente sobre a cidade. O ministério da Defesa russo afirmou que foram abatidos 290 drones em todo o país.
Detritos também provocaram incêndios em várias unidades industriais — relatos locais apontam para a fábrica de borracha Voronezhsintezkauchuk e para a fábrica de aeronaves VASO —, bem como em dois conjuntos de dachas, num campo desportivo escolar, numa cooperativa de garagens e num edifício de apartamentos. A central nuclear de Novovoronezh afirmou que funcionava normalmente.
A maioria dos feridos seguia a bordo do comboio Anapa–Moscovo quando os destroços atingiram a zona da estação de Somovo, indicou a Russian Railways. Cinco passageiros ficaram feridos, dois com gravidade, e a circulação ferroviária pela cidade foi suspensa. Gusev confirmou que três pessoas morreram.
Kiev não comentou. Observadores independentes não conseguiram determinar se as explosões junto aos blocos de apartamentos foram impactos diretos ou detritos em queda, distinção que o relato do governador deixa em aberto. Um ataque a Voronezh três dias antes atingiu o aeródromo militar Baltimor.