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Mossul: a destruição após a guerra

Mossul: a destruição após a guerra
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Em Bagdade, os habitantes celebram a derrota do autoproclamado Estado Islâmico e a reconquista da cidade de Mossul, nas mãos dos jihadistas desde 2014.

Um dia após o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, ter visitado as tropas naquela que foi a capital do califado do Daesh no país, as forças iraquianas lutam, ainda, com bolsas de jihadistas que persistem, na cidade velha, a oeste do rio Tigre.


“Hoje, é um dia de honra para todos os iraquianos. A bandeira iraquiana foi hasteada na província de Nínive e o estado mítico acabou. Não há lugar para o Daesh em Nínive”, afirma um habitante de Bagdade.

Antes de cair nas mãos dos jihadistas, Mossul era uma das cidades mais diversificadas e importantes do Iraque, com uma população de cerca de dois milhões de habitantes composta por árabes, curdos, assírios, turcomanos, entre muitas outras minorias étnicas e religiosas.

Segundo as organizações humanitárias, cerca de metade da população foi obrigada a fugir. Milhares foram assassinados pelo Daesh.


“É preciso lembrar-nos que há uma área muito grande à volta de Mossul, e outras áreas em outras partes do país, que foram, também, devastadas por este conflito. Então, quando olhamos para a reconstrução, não é apenas a zona ocidental de Mossul que precisa de recursos, mas toda a área à volta de Mossul. Há locais que tinham dezenas, centenas e até milhares de habitantes que estão completamente desertas,” lembra Melany Markham, do Conselho Norueguês de Refugiados.

Três anos sob o jugo do autoproclamado Estado Islâmico e após quase nove meses de intensos combates entre os jihadistas e as forças de Bagdade, Mossul está reduzida a escombros.

Além da reconstrução da cidade, as autoridades iraquianas têm, também, a difícil tarefa de gerir o sectarismo religioso que permitiu o surgimento do Daesh, na região.