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Ativistas pedem à Comissão Europeia interdição do herbicida glifosato

Ativistas pedem à Comissão Europeia interdição do herbicida glifosato
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Várias organizações não-governamentais europeias renovaram, junto da Comissão Europeia, o protesto contra o uso do glifosato.

O Comité Permanente dos Vegetais, Animais e Alimentos para Consumo Humano e Animal analisa, quarta e quinta-feira, a possibilidade de prolongar, até 2025, a licença de uso do herbicida, que expira no final deste ano.

Há mais de um ano, a Organização Mundial de Saúde classificou este herbicida, usado para eliminar ervas daninhas, como “potencialmente carcinogénio para o ser humano”.

Mas a Comissão Europeia pediu um outro estudo, à Agência Europeia dos Produtos Químicos, ainda por publicar (vídeo da AEPQ).

“Estou aqui porque estou preocupado com os agricultores, as pessoas e a natureza. Pedimos à Comissão Europeia, a todos os governos, que invistam mais na investigação de alternativas ao uso de pesticidas”, disse, à euronews, Kurt Sannen, líder de uma federação de produtores agrícolas biológicos da região belga da Flandres.

“Em breve não haverá pássaros, nem abelhas, nada. Chegou a hora de reagir”, disse o ativista Korsak Leonid.

Desde fevereiro passado, cerca de 1,3 milhões de cidadãos de vários Estados-membros assinaram uma petição que pede a proibição definitiva do glifosato.

No caso de Portugal, foram recolhidas, até 7 de julho passado, mais de nove mil assinaturas, revelou a Plataforma Transgénicos Fora. A PTF faz parte da Iniciativa de Cidadania Europeia, que lidera o protesto.

“O glifosato aparece em todo o lado: na água, nos alimentos, nas pessoas, até na chuva e no leite materno” disse Jorge Ferreira, da PTF, citado num comunicado, divulgado nessa data.

O herbicida também divide os governos da União Europeia, com a França e a Alemanha claramente contra.

Portugal tem-se abstido, alegando insuficientes conclusões científicas.

O produto pode ser usado nas explorações agrícolas mas, em janeiro passado, o governo de Lisboa aprovou a proibição de uso de pesticidas (inlcuindo o glifosato) em espaços públicos tais como jardins infantis, parques e jardins urbanos, escolas e hospitais “com o objetivo de reduzir e controlar os efeitos sobre a saúde pública”.

A próxima votação deverá ocorrer em outubro.

“Quero deixar claro que a Comissão não tem a intenção de aprovar esta substância sem o apoio da maioria qualificada dos Estados membros”, disse Vytenis Andriukaitis, comissário europeu para a Saúde e Segurança Alimentar, segunda-feira passada, no final de uma reunião dos ministros da Agricultura da União Europeia.