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Britânicos passam a andar em comboios de alta velocidade nipónicos

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Britânicos passam a andar em comboios de alta velocidade nipónicos
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O Global Japan parte à descoberta dos comboios de alta velocidade, de tecnologia nipónica, que são fabricados no Reino Unido.

O Global Japan aborda as novas formas de cooperação nipónica nos quatro cantos do mundo. Fomos até ao nordeste de Inglaterra, a Newton Aycliffe. Foi aqui que, em 1825, circulou o primeiro comboio a vapor de transporte de passageiros. E é também aqui que, hoje em dia, se fabricam os mais avançados comboios do planeta.

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Primeira etapa: vamos conhecer uma fábrica da Hitachi que abriu portas em setembro de 2015. É neste local que se produzem comboios de alta velocidade, com a tecnologia japonesa Shinkansen, destinados ao mercado europeu.

Nada menos do que 122 comboios estão a ser fabricados para a rede intercidades britânica. Parte deles vai começar a circular já a partir do próximo outono no lado oeste do país. Em 2018, será a vez da região este.

Je crois que je ne me lasserais jamais des #shinkansen pic.twitter.com/wSF1OZKcMu

— Arthur Nchn (@ArthurNchn) 23 juillet 2017

O design é nipónico, algumas das peças vêm do Japão, mas a montagem é exclusivamente britânica. As composições foram adaptadas às especificidades da rede local. Um dos exemplos: funcionam segundo uma tecnologia bimodal, ou seja, alternam entre eletricidade e gasóleo.

“Podem alternar sem parar. É um sistema único. Durante as viagens, desligam-se da catenária e passam para gasóleo sem parar”, explica-nos Nina Harding, da Hitachi Rail Europe.

Tudo isto está a ajudar a impulsionar a economia regional. A fábrica emprega cerca de mil pessoas e dá trabalho a muitas outras empresas locais.

“Nós trabalhamos muito com a comunidade local. Apoiámos a criação de uma nova escola superior técnica. Estamos a motivar uma nova geração de engenheiros e a ajudar a manter a população aqui, porque esta área precisa disso”, aponta Harding.

Os valores Shinkansen

Os Shinkansen circulam no Japão desde 1964. Para além da velocidade, obviamente, são reputados pelo conforto, pontualidade e segurança. Em meio século, nunca se registou um acidente grave. A Índia escolheu este modelo para equipar a sua primeira linha de alta velocidade.

Foi em 2009 que os Shinkansen chegaram à Grã-Bretanha. Na linha Eurostar, na região sudeste, o percurso entre Londres e Ashford, por exemplo, leva agora metade do tempo: a 225km/hora, demora apenas 35 minutos a percorrer 85 quilómetros.

“É um comboio muito mais moderno. A condução é mais rápida. É essa a grande diferença: menos paragens, mais velocidade e melhor condução”, afirma Andrew Perry, condutor.

Segundo Mark Hughes, da Hitachi Rail Europe, “os comboios costumam ter uma taxa de 99% na avaliação do serviço e um índice de confiança muito elevado também. A assistência aos passageiros até Londres é excelente”.

Todos os dias, os 29 comboios em circulação no Reino Unido são recolhidos para serem inspecionados. Mensalmente, são alvo de um check-up completo para garantir a segurança e fiabilidade.

Argumentos aos quais são particularmente sensíveis os concessionários das diferentes redes ferroviárias britânicas.

“Satisfazer os clientes, criar uma relação de confiança para aumentar a nossa atividade e podermos satisfazer ainda mais. É uma estratégia simples, baseada no princípio do omotenashi”, salienta Koji Agatsuma, responsável pelo departamento da Hitachi Rail Europe.

O omotenashi é um conceito japonês que assenta numa preocupação absoluta pelas necessidades do cliente. É outro dos valores que o país difunde globalmente.

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