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Davos debate luta contra as desigualdades

As 7 co-diretoras do Fórum Económico Mundial
As 7 co-diretoras do Fórum Económico Mundial -
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REUTERS/Denis Balibouse
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Pela primeira vez em quase meio século de história, o Fórum Económico de Davos é integralmente dirigido por mulheres, uma resposta da organização às críticas sobre a predominância do sexo masculino nos comandos do evento.

"Temos de garantir que a voz das mulheres é escutada, que as mulheres tenham os mesmos direitos (que os homens), que haja paridade na força de trabalho e que a vaga de violência contra as mulheres seja, de facto, eliminada."

Sharan Burrow Secretária Geral da Confederação Sindical Internacional

A direção de Davos é este ano assegurada por sete mulheres, incluindo a diretora do FMI, da IBM e a primeira-ministra da Noruega.

A diretora-executiva da Greenpeace, Jennifer Morgan, espera que seja o inicio de uma nova era:

"Estou muito entusiasmada por ter estas mulheres a dirigir-nos este ano. Espero que seja apenas o inicio e que mais mulheres entrem nas administrações e assumam papeis de liderança e que haja igualdade nos salários, entre muitas outras coisas."

É necessária mais, igualdade, mais paridade e o fim da violência contra as mulheres, refere a Secretária Geral da Confederação Sindical Internacional, Sharan Burrow:

"Temos de garantir que a voz das mulheres é escutada, que as mulheres tenham os mesmos direitos (que os homens), que haja paridade na força de trabalho e que a vaga de violência contra as mulheres seja, de facto, eliminada." Uma equidade que também é necessária para reduzir o fosso crescente entre ricos e pobres,como explica a diretora-executiva da Oxfam, Winnie Byanyima:

"A desigualdade de género e a desigualdade económica estão ligadas e têm de ser tratadas em conjunto. No nosso relatório mostramos que a maioria das pessoas que está presa na pobreza, que tem os trabalhos mais miseráveis com as piores condições de trabalho e com os piores salários, são mulheres."

O mais recente estudo da ONG Oxfam mostra que 42 pessoas acumulam tanta riqueza como os 3700 milhões que representam a metade mais pobre da população mundial, um risco para o qual a sociedade moderna tem de olhar com muita atenção.