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Visualizar vestígios submersos graças à realidade aumentada

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Visualizar vestígios submersos graças à realidade aumentada

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Investigadores de vários países europeus estão a desenvolver um sistema para visualizar os vestígios submersos de civilizações passadas graças à tecnologia da realidade aumentada.

Uma parte do projeto de investigação decorre em Bacoli, em Itália. Há dois mil anos, perto da costa napolitana, existia uma estação balnear romana. Hoje, é preciso mergulhar para poder ver as ruínas dessa época. Em breve, o público vai poder contemplar essas imagens de forma extremamente realista.

"Graças ao nosso sistema, os mergulhadores podem conhecer o seu posicionamento debaixo de água, o que noutras circunstâncias é impossível porque os sinais GPS não são bem captados debaixo de água", explicou Fabio Bruno, professor de protótipos virtuais, na Universidade de Calabria.

O tablet capta os sinais acústicos. Graças a uma aplicação, o mergulhador consegue localizar-se e encontrar o caminho para chegar aos sítios arqueológicos.

"Podemos ver no tablet um mapa que indica a nossa localização e que identifica as ruínas em questão. Além disso, a nossa equipa propôs pela primeira vez uma solução que permite a utilização da realidade aumentada debaixo de água", acrescentou o investigador italiano.

A aplicação desenvolvida no âmbito do projeto de investigação europeu Imareculture permite recriar a cidade romana a 3 dimensões.

"Há muita gente que não pode mergulhar para ver os vestígios submersos. Por isso tentamos usar as diferentes ferramentas da realidade virtual para que a informação seja acessível ao público em geral", avançou Dimitrios Skarlatos, professor de Fotogrametria na Universidade de Chipre e coordenador do projeto europeu.

O tablet pode ser usado em museus e propicia uma experiência extremamente realista de imersão no passado.

"Podemos mover-nos, rodeados por objetos que já não existem, e ouvir informações sobre esses objetos. Queremos oferecer ao público uma experiência imersiva inesquecível e esta tecnologia deixou de ser tão dispendiosa como era no passado", contou Selma Rizvic, professora de computação gráfica da Universidade de Sarajevo.

Além da utilização para fins educativos, a realidade virtual pode ser usada para desenvolver simuladores para a aprendizagem das técnicas de escavação no âmbito de pesquisas arqueológicas.

"Queremos contribuir para a educação do público e fornecer ferramentas aos arqueólogos do futuro e aos curadores dos museus para que possam aprender mais depressa e mais facilmente num ambiente controlado. Seria difícil treinar alguém diretamente no fundo do mar. Graças a esta tecnologia espero poder realizar formações mais eficientes", resumiu Fotios Liarokapis, professor de Realidade Virtual e Realidade Aumentada na Universidade de Masaryk.

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