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Jane Fonda, atriz e ativista, premiada no Festival Lumière

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Jane Fonda, atriz e ativista, premiada no Festival Lumière

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A atriz e ativista Jane Fonda recebeu a distinção máxima do Festival Lumière, em Lyon.

Todos os anos, o festival francês atribui um prémio a uma grande figura da sétima arte. Fora do mundo do cinema, Fonda ficou conhecida como militante pacifista contra a guerra no Vietname e ativista pelos direitos das mulheres.

Todos os anos, a programação do festival francês dedicado aos filmes históricos inclui masterclasses e encontros com figuras da sétima arte. Este ano houve também exposição sobre Charlie Chaplin. O neto de Charlot marcou presença em Lyon, a cidade onde os irmãos Lumiere inventaram o cinematógrafo.

"Para mim, o maior prazer é receber a energia das origens do cinema. É algo importante hoje num mundo onde tudo evolui rapidamente poder parar e olhar para as lições do passado", sublinhou James Thierree, neto de Charlie Chaplin.

"É um festival do público. Quando vamos ver um filme estamos com o público. Lembra-me o tempo em que eu era um espetador sonhador, que sonhava em ser ator", contou o ator francês Tahir Rahim.

Javier Bardem foi um dos convidados de honra, participou em masterclasses e apresentou filmes. Em 2012 realizou um documentário sobre os refugiados do Saara.

"A Europa deve parar de condenar as ONG como Open Arms e Aquarius que salvam vidas. Salvar vidas não é um crime, é um direito humano, elas estão a dar aos imigrantes prestes a afogar-se no oceano o direito à vida", disse Javier Bardem.

Nos anos 70 Jane Fonda participou numa série de ações contra a guerra do Vietname, o que deu origem a um filme em 1972 ("FTA Tour").

"O Festival não é político. São os filmes que são políticos. Muita gente ignora que nos 70 Jane Fonda, teve uma ação militante, que esteve sob escuta do FBI, que foi detida e que colocou o seu estatuto de estrela ao serviço de ideias pacifistas", sublinhou Thierry Fremaux, diretor do Festival.

No total, o público pode ver em Lyon 187 filmes.

"Há um oceano de filmes, uma programação infinita porque a história do cinema está cheia de tesouros", acrescentou Fremaux.

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