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Refugiados: Difícil integração escolar na Áustria

Refugiados: Difícil integração escolar na Áustria
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Não falavam uma palavra de alemão e entraram no sistema escolar austríaco. São filhos de migrantes e encontram grandes dificuldades de integração nas escolas. São quase 10 mil crianças em idade escolar que chegaram à Áustria durante a onda de refugiados na Europa. As políticas de imigração e de integração estão no topo da agenda e as escolas, professores, psicólogos ou pais estão na linha da frente e não se entendem relativamente ao futuro desta próxima geração. As crianças vivem entre dois mundos e, normalmente, não falam alemão em casa.

"Muitos pais são analfabetos. Isso significa que é difícil para eles aprenderem a língua alemã, já que nem sabem as letras. Deviam ser alfabetizados primeiro", explica a diretora da escola de Gassergasse, Andrea Walach.

A entrada de migrantes e refugiados duplicou o crescimento anual da população deste pequeno país, com menos de 9 milhões de pessoas. Os austríacos acreditam que a integração não está a funcionar no país.

A maioria dos requerentes de asilo - principalmente do Afeganistão e da Síria - instalou-se em Viena, uma cidade que recebeu um grande número de refugiados nos anos 90, principalmente vindos da antiga Jugoslávia.

Tanto para os recém-chegados como para muitos adolescentes já nascidos na Áustria, no seio de famílias de migrantes, a integração continua a ser um desafio diário.