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OIT apresenta relatório sobre o futuro do trabalho

OIT apresenta relatório sobre o futuro do trabalho
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Como vai ser o trabalho no futuro? Esta a questão a que uma comissão da Organização Internacional do Trabalho, OIT, procura dar resposta.

"Os trabalhadores têm que estar no centro disto senão a globalização não vai funcionar para quem trabalha"

Sharan Burrow Secretária-geral, Confederação Sindical Internacional

Num relatório apresentado esta terça-feira no fórum de Davos, a comissão afirma que governos, empregados e sindicatos precisam de se adaptar a mudanças revolucionárias no mundo laboral de forma a manter o trabalho sustentável assim como a proteção dos trabalhadores.

"Este relatório mostra que uma das ondas de choque é a potencial perda de direitos. Muitas pessoas já vivem nessa situação. Falámos com refugiados, e muitas outras pessoas. Há três semanas 200 milhões de pessoas fizeram greve na Índia. As pessoas sentem raiva e desespero e querem mudanças", afirma Sharan Burrow, secretária-geral da Confederação Sindical Internacional.

Um sentimento que ultrapassa fronteiras. Em França e não só, o movimento dos coletes amarelos exige mudanças profundas na forma como se distribui a riqueza.

Para alguns, chegou a altura de criar um novo "contrato social" que leve em conta os efeitos da globalização.

"Os trabalhadores têm que estar no centro disto senão a globalização não vai funcionar para quem trabalha. Muita gente fica para trás. Existem agora sociedades extretamenmte polarizadas. Muito disso deve-se ao facto dos trabalhadores sentirem que a globalização apenas serve as elites e não eles próprios. A desigualdade de rendimentos, salários estacionários, há que dar a volta a isso" disse Christy Hoffman, secretária-geral do sindicato Uni Global.

Para além de um novo contrato social, o relatório sugere a adopção de garantias laborais e salariais assim como o investimento em igualdade, educação, saúde e serviços públicos.