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Ambientalistas querem lei climática urgente na Bélgica

Ambientalistas querem lei climática urgente na Bélgica
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REUTERS/Eric Vidal
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Um grupo de ambientalistas de várias organizações não-governamentais (Greenpeace Bélgica, Juventude para o Clima, Ação para a Justiça Climática, etc) acampou no centro de Bruxelas, desde domingo à tarde, para pressionar o Parlamento da Bélgica a adotar uma nova lei para lidar com as alterações climáticas.

Em causa está fazer uma emenda à Constituição, esta semana, para aprovar o diploma antes das eleições legislativas no país (em maio, juntamente com as europeias) e uma ambientalista explicou à euronews o porquê do sentimento de urgência.

"Os relatórios da ONU dizem que o aquecimento global é uma realidade e que para combater a natureza irreversível das alterações climáticas restam apenas dez anos. É muito pouco tempo, equivale a duas legislaturas em que podemos mudar as coisas", referiu Juliette Boulet, porta-voz da delegação da Greenpeace na Bélgica.

"Todos queremos reagir de forma urgente, à exceção de um setor, o dos partidos políticos, que reage muito mais lentamente. Mas são exatamente eles que têm os instrumentos cruciais para reverter o curso das coisas", acrescentou à euronews.

Embora o primeiro-ministro liberal, Charles Michel (que lidera um governo minoritário interino desde que o seu governo de coligação colapsou, em dezembro passado) seja a favor de uma lei climática "urgente", será difícil obter uma maioria no Parlamento, sobretudo pela resistência dos partidos da região flamenga.

A eurodeputada socialista belga Maria Arena disse à euronews que o clima é parte integral da resolução de outros problemas socio-económicos: "A classe política está a ser forçada a mudar o modo de pensar. Estamos numa situação em que o clima e as batalhas sociais andam de mãos dadas".

"As desigualdades que vemos surgir também se devem ao superpoder que o capitalismo tem, atualmente, e esse enorme poder do capitalismo leva ao esgotamento dos recursos do planeta", concluiu.

A lei foi inspirada num documento elaborado por professores universitários, no início de fevereiro, e integra-se no movimento de protesto semanal da juventude belga que pôs o país na linha da frente da campanha por melhor política climática na Europa.

REUTERS