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Contribuinte para o "centrão", Portugal quer um "progressista"

Contribuinte para o "centrão", Portugal quer um "progressista"
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Pela primeira vez, os dois grupos do centro não chegam para criar uma maioria entre os 751 eurodeputados do Parlamento Europeu.

A correspondente da euronews em Bruxelas, Isabel Marques da Silva, explica quais os principais desafios para que Portugal faça ouvir a sua voz, numa análise que conta com uma entrevista ao politólogo Pedro Magalhães, da Universidade de Lisboa (VEJA O VÍDEO).

Portugal até contribui com 16 dos seus 21 eurodeputados para essas forças: seis dos PSD e um do CDS vão para o grupo do Partido Popular Europeu, vencedor das eleições, e os nove do PS para o grupo dos Socialistas e Democratas.

Para ter uma aliança contra as forças eurocéticas é preciso cativar eleitos nos Liberais e Verdes, grandes forcas em ascensão, com o eurodeputado do PAN a ir para a bancada ecologista.

Portugal terá, ainda, quatro eurodeputados na bancada da Esquerda Unitária: dois do Bloco de Esquerda e dois da CDU.

"Jogo das cadeiras"

As novas alianças são importantes, num primeiro momento, para escolher os líderes das instituições comunitárias, sobretudo o presidente da Comissão Europeia, mas também do Parlamento Europeu, Conselho Europeu, Alta Representante para Política Externa e até mesmo do Banco Central Europeu, no que é uma espécie de "jogo das cadeiras" mais sofisticado.

Portugal é um dos Estados-membros com menor população, mas com poder de veto como todos outros e terá uma palavra a dizer.

Certo é que haverá um comissário português e se o PS ganhar as eleições em outubro, como antecipado, o nome mais apontado é o do socialista Pedro Marques e a pasta cobiçada a da Política Regional, que gere os fundos comunitários.

Esperam-se muitas movimentações políticas nos corredores de Bruxelas até à tomada de posse do Parlamento Europeu, a 2 de julho, e do novo presidente da Comissão Europeia, a 1 de novembro.