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Clima domina presidência da UE pela Finlândia

Primeiro-ministro da Finlândia, país que preside à UE no segundo semestre
Primeiro-ministro da Finlândia, país que preside à UE no segundo semestre
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A Finlândia colocou o combate às alterações climáticas no topo da sua agenda para a presidência da União Europeia, a partir de 1 de julho. O país quer obter a neutralidade de carbono até 2050, tanto a nível doméstico como no bloco.

Para dar o exemplo, o país nórdico vai compensar as emissões poluentes das viagens aéreas dos políticos durante o próximo semestre, doando 500 mil euros para financiar projetos que reduzem as emissões de gases com efeito estufa.

"As duas primeiras palavras no nosso programa de governo são alterações climáticas. Escolhemos essas duas palavras porque não podemos arriscar o futuro da civilização, que é o que está em causa com as alterações climática", disse Antti Rinne, primeiro-ministro da Finlândia, na chegada à primeira cimeira da União Europeia em que participou, a 20 de junho, depois de ter sido eleito em abril passado.

A Finlândia quer que a União siga o seu exemplo e pretende usar para o efeito as negociações do orçamento plurianual do bloco para 2021-2027, que deve ser fechado até dezembro.

A ideia é usar um quarto dos fundos para políticas ambientais, ajudando a suavizar a transição para uma economia mais ecológica.

"Está em causa o que vai ser feito com os 25 por cento do orçamento e, mais importante, o que é feito com os restantes 75 por cento. A questão é alinhar o orçamento com as necessidades que a sociedade e a economia enfrentam de forma a, efetivamente, avançar para uma União neutra em termos climáticos, mas também enfrentar todos os outros desafios: competitividade, crescentes desigualdades, digitalização e desafios de segurança", explicou, à euronews, Annika Hedberg, analista política no Centro de Política Europeia, em Bruxelas.

Estado de direito: punição usando fundos?

O orçamento de longo prazo poderá, também, ser o instrumento privilegiado para impor o respeito pelo Estado de direito, outra das quatro prioridades do programa finlandês, que também inclui inclusão social e segurança.

A Hungria e a Polónia estão sob procedimentos de escrutínio pelo alegado desrespeito do artigo 7 do Tratado da União Europeia. O atual executivo europeu sugeriu que, no futuro, se congelassem fundos aos países que violarem os valores democráticos.

"Quando olhamos para a atmosfera geral, há claramente um sentimento entre muitos Estados-membros de que o orçamento plurianual é uma ferramenta que poderia ser usada nesse sentido, mas conseguir que todos concordem vai ser muito difícil", afirmou Annika Hedberg.

Com o Brexit, a União Europeia também perderá 45 mil milhões de euros da contribuição do Reino Unido. Mas antes disso a terceira presidência finlandesa da União terá que ajudar a resolver o enigma da partida do país, que deverá ocorrer até 31 de outubro.

Em breve haverá novo primeiro-ministro britânico a substituir Theresa May e uma nova Comissão Europeia tomará posse a 1 de novembro.

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