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"Crise do coronavírus terá impacto na economia", antevê Gentiloni

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Paolo Gentiloni, comissário europeu para a Economia
Paolo Gentiloni, comissário europeu para a Economia   -   Direitos de autor  euronews
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A economia da União Europeia deverá manter a tendência de crescimento constante e moderado, segundo as estimativas do executivo comunitário, mas a crise do coronavírus poderá prejudicar essas previsões. É necessária prudência, disse o comissário europeu para a Economia, Paolo Gentiloni, em entrevista à euronews.

Paolo Gentiloni, comissário europeu para a Economia: "É difícil medir o impacto da crise do coronavírus em termos de previsões económicas. Penso que há duas coisas muito claras. Uma é que existirá inevitavelmente um impacto e a duração do surto na China ditará a sua amplitude. Quanto mais longa for a crise, mais forte será o impacto. A segunda questão muito clara é que a importância da economia chinesa na economia global mudou, enormemente, desde a última epidemia que tivemos em 2003, que foi a epidemia do Síndrome Respiratório Agudo Severo. A economia chinesa nessa altura representava 4% da economia global, agora representa quase 18%. Portanto, se tivermos um problema na China, esse problema vai afetar as cadeias de fornecimento na indústria manufactureira, no setor dos transportes, no turismo e noutros setores".

Efi Koutsokosta, euronews: "Outra discussão em curso muito importante refere-se ao orçamento plurianual para a União Europeia. Existe um novo elemento que é o facto do Brexit ter criado um buraco nas contribuições. Haverá menos 12 mil milhões de euros por ano. Como se pode gerir essa questão? Está otimista?"

Paolo Gentiloni, comissário europeu para a Economia: "Estou otimista no sentido de ter certeza de que encontraremos uma solução. Uma solução significa que precisamos de ter um acordo no Conselho Europeu. O que a Comissão propõe é um orçamento equilibrado, que não enfraquece as políticas tradicionais, mas que também leva em conta o facto de que temos novos desafios que devem ser incluídos no orçamento".

Esses novos desafios são os impactos das alterações climáticas e encontrar verbas para áreas sensíveis como a migração e controlo de fronteiras.