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Comissão Europeia apresenta estratégia digital

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Comissão Europeia apresenta estratégia digital
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Colocar as pessoas no centro da tecnologia. É desta forma que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, vê o futuro digital no velho continente.

O plano em matéria de inteligência artificial e gestão de dados, apresentado esta quarta-feira, passa por aproveitar o máximo de dados possível e por regular o mundo da inteligência artificial em expansão.

"A inteligência artificial diz respeito ao Big Data. Dados, dados e mais dados. Todos sabemos que quanto mais dados temos mais inteligentes são os algoritmos. É uma equação muito simples e por isso é importante ter acesso aos dados que andam dispersos", sublinhou a líder do executivo comunitário.

A ideia é tornar a Europa num ator global de peso em matéria de controlo de dados. Bruxelas quer criar o chamado mercado único para isso.

A intenção passar por criar grandes bases de dados da própria Europa para libertar o velho continente da dependência de empresas de tecnologia estrangeiras.

Prevê-se que gigantes tecnológicas como o Facebook, Google, Apple e Amazon tentem proteger o controlo de dados tanto quanto possível.

A União Europeia também quer atrair 20 mil milhões de euros de investimentos em inteligência artificial. Está a ser lançada uma consulta de três meses que foi bem recebida pela indústria de software.

"Penso que a estratégia é muito cautelosa no sentido de estabelecer um roteiro ambicioso sobre o que a Europa quer fazer nos próximos cinco a dez anos em matéria de regulamentos e legislação. E, tendo essa visão precisamos de ter todas as vozes da indústria na mesa, grandes e pequenas, de todos os tipos de setores diferentes. Da indústria, da sociedade civil, da academia, de qualquer outra parte interessada que possa ter peso e compartilhar os seus pensamentos e opiniões. É importante", sublinhou Thomas Boué, da BSA Software Alliance.

A proposta apresentada não é exatamente um conjunto de leis rígidas em matéria digital que a nova presidente da Comissão Europeia tinha, talvez de forma demasiado ambiciosa, prometido inicialmente.

No entanto, poderão chegar mais para o final do ano.