"Para ser livre, é preciso ser temido", escreveu Emmanuel Macron, semanas depois de ter prometido que os ataques híbridos atribuídos à Rússia "não ficariam sem resposta".
França realizou, pela primeira vez, um lançamento de teste do seu novo míssil balístico M51.3, com capacidade nuclear, a partir de um submarino, num lançamento que, segundo o presidente Emmanuel Macron, comprovou a credibilidade da dissuasão nuclear do país.
O míssil, que não transportava ogiva, foi lançado na terça-feira a partir do submarino de propulsão nuclear "Le Vigilant", ao largo da Bretanha. Caiu no Atlântico Norte, a centenas de quilómetros de qualquer costa, informou o Ministério da Defesa.
Macron assistiu ao lançamento a partir do navio de guerra "Auvergne" e publicou um vídeo do lançamento no X.
“Para ser livre, é preciso ser temido. E para ser temido, é preciso ser poderoso", escreveu o chefe de Estado. "Este sucesso técnico demonstra, mais uma vez, a credibilidade da nossa dissuasão nuclear, cuja viabilidade a longo prazo está assegurada."
O Ministério afirmou que o teste foi realizado "em estrita conformidade com os compromissos internacionais de França", acrescentando que o míssil M51.3 "reflete o empenho do Presidente da República em manter a credibilidade operacional das forças nucleares francesas a longo prazo, ao nível exigido pelo contexto de segurança internacional".
O lançamento surge depois de Macron ter alertado para uma mudança na "agressão e nas ameaças russas" contra os países europeus, na sequência de uma série de ataques híbridos atribuídos a Moscovo. Em meados de setembro, ele prometeu que estes "não ficariam sem resposta".
França é o único Estado da União Europeia dotado de armas nucleares e Macron propôs, este ano, que os parceiros europeus aderissem ao seu quadro de dissuasão "avançado".
*Alexander Kazakevich contribuiu para esta reportagem.