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Eslováquia poderá registar aumento do apoio aos populistas

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O partido de direita populista "Partido das Pessoas Comuns" está em primeiro lugar nas sondagesn
O partido de direita populista "Partido das Pessoas Comuns" está em primeiro lugar nas sondagesn   -   Direitos de autor  Petr David Josek/AP   -   Petr David Josek
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Na reta final da campanha para as eleições legislativas na Eslováquia, a 29 de fevereiro, a euronews falou com o primeiro-ministro, Peter Pellegrini, pouco antes de um debate na televisão. Pellegrini, de centro-esquerda, está há dois anos no poder - ao qual chegou pouco depois do escândalo do assassinato de um jornalista anticorrupção - e admite que houve um aumento de apoio à extrema-direita, que pode ser ameaçador.

"Já deixou de ser uma batalha entre ideologias ou entre programas políticos. Por exemplo, os social-democratas tentam confrontar a ala mais de direita. Qual poderia ser o futuro da República Eslovaca se chegarem ao poder partidos sem experiência e com pessoas pouco preparadas? Pode ser perigoso para a estabilidade da Eslováquia bem como para a estabilidade da União Europeia", disse o primeiro-ministro, que se recandidata.

Há um partido neofascista, denominado Partido do Povo-A nossa Eslováquia, que defende o retorno à ortodoxia cristã, uma linha dura em relação à imigração e cortes no apoio à minoria étnica cigana. As sondagens revelam que poderá obter cerca de 10% dos votos.

A morte de Jan Kuciak marcou um ponto de viragem

Desde a morte do jornalista Jan Kuciak, o tema da corrupção tomou a primeira linha do debate, tendo havido grandes manifestações populares que pedem uma limpeza na classe política.

Uma parte do eleitorado terá, por isso, aderido à mensagem dos partidos populistas tais como o ultraconservador Partido das Pessoas Comuns.

"A máfia conseguiu matar uma pessoa, que não era uma pessoa comum, era um jornalista. Portanto, o nível de corrupção é realmente muito alto na Eslováquia e as pessoas sentem que estamos na cauda da UE nessa área. Os cidadãos querem viver em um país politicamente saudável. Somos um país no meio da Europa!", afirmou Eduard Heger, deputado do Partido das Pessoas Comuns.

Deriva autoritária à vista?

Já Beata Bologová, chefe de redação do jornal "SME", o mais vendido da Eslováquia, considera que o país corre o risco de se juntar à deriva autoritária que aumenta no leste europeu.

"Estamos numa encruzilhada e temos de decidir se queremos ser um Estado controlado pela máfia ou se queremos ser uma democracia com um padrão correto em termos do Estado de Direito e das instituições democráticas. Ou vamos pelo mesmo caminho que a Hungria?", questiona Beata Bologová.

Neste Estado-membro da União Europeia, desde 2004, o caminho que ficar definido nestas eleições ditará também os equilíbrios político-partidários no interior da União.

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