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Estados Unidos e Dinamarca firmam acordo sobre segurança da Gronelândia

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Vista geral de Nuuk, na Gronelândia, domingo, 6 de setembro de 2026
Vista geral de Nuuk, na Gronelândia, domingo, 6 de setembro de 2026. -  Direitos de autor  Ritzau Scanpix
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De Nathan Rennolds
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O primeiro-ministro da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, saudou o acordo, afirmando que era “em benefício de todos nós” e que iria “garantir e reforçar” a segurança da ilha.

Os Estados Unidos e a Dinamarca anunciaram ter chegado a acordo sobre a Gronelândia, com o presidente norte-americano, Donald Trump, a afirmar que o entendimento dará a Washington “controlo permanente” sobre a segurança da ilha.

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“Tenho o prazer de anunciar que os Estados Unidos da América chegaram a um Acordo com o Reino da Dinamarca e a Gronelândia, que dá aos Estados Unidos controlo permanente sobre a segurança”, escreveu Trump numa publicação na sua conta da Truth Social, na sexta-feira.

“A partir de agora, NUNCA nenhum adversário dos EUA poderá ter uma base na Gronelândia, ter presença militar na Gronelândia ou fazer investimentos sensíveis na Gronelândia sem a nossa autorização escrita expressa”, acrescentou.

Trump ameaçou repetidamente tomar o controlo do território autónomo dinamarquês desde que regressou à Casa Branca, em janeiro de 2025, argumentando tratar-se de uma preocupação essencial de “segurança nacional” e sustentando que, se Washington não agisse, a China ou a Rússia o fariam.

As suas declarações geraram resistência em toda a Europa e levaram a novas promessas de financiamento por parte de Bruxelas, bem como a um renovado foco na segurança no Ártico.

Num comunicado divulgado na sexta-feira, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, saudou “um ótimo acordo para a Gronelândia, o Reino da Dinamarca e os Estados Unidos”, garantindo que o texto reconhece “a soberania e a integridade territorial do Reino e o direito do povo groenlandês à autodeterminação”.

“Um acordo que reforça a nossa segurança comum no Ártico e na região do Atlântico Norte e que, por isso, é também muito positivo para a NATO e para a Europa”, acrescentou.

O primeiro-ministro da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, acolheu igualmente com satisfação o acordo com os EUA, afirmando que é “em benefício de todos” e que irá “garantir e reforçar a segurança da ilha”.

O acordo deverá ser assinado na próxima semana, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque.

Pessoas protestam contra a política de Trump em relação à Gronelândia em frente ao consulado dos EUA em Nuuk, Gronelândia, em 17 de janeiro de 2026.
Pessoas protestam contra a política de Trump em relação à Gronelândia em frente ao consulado dos EUA em Nuuk, Gronelândia, em 17 de janeiro de 2026. Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, visitou a Gronelândia no início deste mês, no âmbito dos esforços da UE para contrariar as ambições árticas de Trump, anunciando uma parceria de 200 milhões de euros com o território durante a visita, montante que deverá ser investido este ano e no próximo.

Ao intervir na reunião anual do Fórum Económico Mundial, em Davos, este ano, Von der Leyen afirmou que a UE estava a preparar uma “massiva vaga de investimento europeu” na Gronelândia, com o objetivo de reforçar a segurança no Ártico.

A Comissão propôs a afetação de 530 milhões de euros à Gronelândia no âmbito do orçamento para o período 2028-2034, sublinhando que isso reflete a sua “importância geoestratégica crescente no Ártico”.

Os EUA chegaram a ter 17 instalações militares e mais de 10 mil soldados na Gronelândia, no auge da Guerra Fria. Atualmente operam apenas uma base na ilha, a Pituffik Space Base, a instalação mais setentrional do Departamento de Defesa norte-americano.

Segundo a Força Espacial norte-americana, Pituffik é utilizada para missões de alerta de mísseis, defesa antimíssil e vigilância espacial.

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