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Albânia e Macedónia do Norte mais perto do "sonho UE"

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Albânia e Macedónia do Norte mais perto do "sonho UE"
Direitos de autor  AP   -   Virginia Mayo
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Depois de adiamentos e desilusões, a Macedónia do Norte e a Albânia receberam boas notícias sobre o sonho de entrar na União Europeia.

Os governantes com a pasta dos Assuntos Europeus dos 27 países decidiram, terça-feira, por videoconferência, dar luz verde à abertura das negociações de adesão.

O Comissário europeu para o Alargamento, Olivér Várhelyi, disse, no Twitter, que esta é uma mensagem clara de que o futuro dos países da região dos Balcãs Ocidentais passa pela União Europeia.

O chefe da diplomacia da Macedónia do Norte, Nikola Dimitrov, apressou-se a saudar a decisão, cuja formalização deverá ser feita, ainda esta semana, pelos chefes de Estado e de governodo bloco comunitário.

O país que mais travou o processo foi a França, com o apoio dos Países Baixos e da Dinamarca, tendo vetado a proposta apresentada, em outubro passado, numa cimeira da UE.

Entretanto, foi alterado o método de negociação, que vai ser mais exigente em termos de respeito pelo Estado de direito e do combate à corrupção, e vão ser precisos vários anos até os dois países assinem o documento que fará deles membros de pleno direito.

Contudo, a decisão serve, também, para mostrar que a União Europeia está a funcionar de forma a resolver outros problemas para além da crise da pandemia do Covid-19.

Deixa, ainda, um recado velado a países que competem por influência naquela região, tais como a Turquia e a Rússia, de que a região dos Balcãs Ocidentais está sobre a alçada geopolítica da UE.

Com este sinal, poderá ser mais produtiva a cimeira da UE com os países dos Balcãs Ocidentais agendada para maio.