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General Haftar aceita tréguas na Líbia perante sucessivas derrotas

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General Khalifa Haftar durante uma reunião diplomática na Grécia, em janeiro
General Khalifa Haftar durante uma reunião diplomática na Grécia, em janeiro   -   Direitos de autor  AP Photo/Thanassis Stavrakis, arquivo
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Um cessar-fogo na Líbia proposto pelo presidente do Egito, Abdel Fattah Al-Sissi, foi este sábado aceite pelo general Khalifa Haftar, líder do Exército Nacional Líbio, o braço armado da chamada "Câmara dos Representantes", o grupo político também conhecido como "governo de Tobruque" que controla o leste do país com assumido apoio egípcio e árabe.

"Esta iniciativa", afirmou al-Sissi quando anunciava a proposta, "apela ao respeito por todos os esforços e iniciativas internacionais ao declarar um cessar-fogo a partir das 06 horas da manhã de segunda-feira, 08 de junho".

Ao lado de Al-Sissi neste anúncio, o general Haftar decidiu aceitar as tréguas num dia em que as suas forças estão a sofrer pesadas derrotas diante de uma ofensiva das forças armadas do Governo de União Nacional (GNA, na sigla inglesa), a liderança líbia reconhecida pelas Nações Unidas.

Na quarta-feira, as tropas do GNA retomaram o controlo do aeroporto de Trípoli, ocupado desde há um ano pelas forças de Haftar.

Na sexta-feira, a liderança apoiada pela ONU anunciou a conquista de Tarhouna, o derradeiro bastião das tropas de Haftar nas proximidades de Tripoli e alegou ter conseguido o controlo de todas as entradas na capital.

Já este sábado, as forças armadas do GNA lançou uma ofensiva de conquista da cidade costeira de Sirte, 450km a leste de Tripoli e um ponto estratégico que divide o ocidente e o oriente da Líbia, a zona controlada pelas tropas fiéis a Haftar e à "Câmara dos Representantes".

Sirte, a cidade natal do antigo ditador líbio Mouammar Kadhafi, morto na revolução de 2011, está sob controlo das forças de Haftar desde janeiro, com apoio de grupos locais.

O general tem vindo a sofrer sucessivas derrotas nos últimos dias e vê esfumar-se a operação iniciada em abril do ano passado para tentar conquistar o controlo da capital líbia ao governo apoiado pela ONU.