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General Haftar aceita tréguas na Líbia perante sucessivas derrotas

General Khalifa Haftar durante uma reunião diplomática na Grécia, em janeiro
General Khalifa Haftar durante uma reunião diplomática na Grécia, em janeiro Direitos de autor AP Photo/Thanassis Stavrakis, arquivo
Direitos de autor AP Photo/Thanassis Stavrakis, arquivo
De  Francisco MarquesRicardo Figueira com France Press
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Presidente do Egito, apoiante do grupo opositor ao governo de Tripoli apoiado pela ONU, propôs um cessar-fogo ao mesmo tempo que uma ofensiva era lançada em Sirte

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Um cessar-fogo na Líbia proposto pelo presidente do Egito, Abdel Fattah Al-Sissi, foi este sábado aceite pelo general Khalifa Haftar, líder do Exército Nacional Líbio, o braço armado da chamada "Câmara dos Representantes", o grupo político também conhecido como "governo de Tobruque" que controla o leste do país com assumido apoio egípcio e árabe.

"Esta iniciativa", afirmou al-Sissi quando anunciava a proposta, "apela ao respeito por todos os esforços e iniciativas internacionais ao declarar um cessar-fogo a partir das 06 horas da manhã de segunda-feira, 08 de junho".

Ao lado de Al-Sissi neste anúncio, o general Haftar decidiu aceitar as tréguas num dia em que as suas forças estão a sofrer pesadas derrotas diante de uma ofensiva das forças armadas do Governo de União Nacional (GNA, na sigla inglesa), a liderança líbia reconhecida pelas Nações Unidas.

Na quarta-feira, as tropas do GNA retomaram o controlo do aeroporto de Trípoli, ocupado desde há um ano pelas forças de Haftar.

Na sexta-feira, a liderança apoiada pela ONU anunciou a conquista de Tarhouna, o derradeiro bastião das tropas de Haftar nas proximidades de Tripoli e alegou ter conseguido o controlo de todas as entradas na capital.

Já este sábado, as forças armadas do GNA lançou uma ofensiva de conquista da cidade costeira de Sirte, 450km a leste de Tripoli e um ponto estratégico que divide o ocidente e o oriente da Líbia, a zona controlada pelas tropas fiéis a Haftar e à "Câmara dos Representantes".

Sirte, a cidade natal do antigo ditador líbio Mouammar Kadhafi, morto na revolução de 2011, está sob controlo das forças de Haftar desde janeiro, com apoio de grupos locais.

O general tem vindo a sofrer sucessivas derrotas nos últimos dias e vê esfumar-se a operação iniciada em abril do ano passado para tentar conquistar o controlo da capital líbia ao governo apoiado pela ONU.

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