Última hora
This content is not available in your region

Há um possível acordo em Bruxelas após quatro dias de conversações

euronews_icons_loading
Há um possível acordo em Bruxelas após quatro dias de conversações
Direitos de autor  Zucchi-Enzo/European Union
Tamanho do texto Aa Aa

No quarto dia da cimeira dos líderes da UE, parece haver um acordo na base de um plano de 750 mil milhões de euros financiados por um empréstimo comum, composto por 390 mil milhões de subvenções e 360 mil milhões de empréstimos reembolsáveis pelos estados benificiários.

O presidente francês, Emmanuel Macon, já tinha falado de "espírito de compromisso", afirmando que só faltava acertar os detalhes.

Os países frugais - Áustria, Dinamarca, Suécia e Países Baixos - tinham mantido as respetivas exigências e a maçã parece ter sido cortada ao meio para agradar ao maior número.

Apesar dos apelos à solidariedade, falando no final das conversações de domingo, o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, deixou, uma vez mais, clara a sua posição firme ao falar da tensão latente: "Estamos a lutar por reformas claras, se necessário, em todos os estados membros. Estamos a lutar para limitar os custos. Estamos todos a negociar numa situação muito tensa para a Europa, e todos, a qualquer momento, podem ficar agitados".

Mesmo com algumas posições mais duras, a chanceler alemã, Angela Merkel, que detém a presidência da União Europeia, manteve-se sempre cautelosamente otimista: "Era evidente que as negociações seriam incrivelmente difíceis, e continuarão hoje. Mas situações extraordinárias exigem esforços extraordinários. Até agora, temos conseguido estar à altura do desafio. E espero que sejamos capazes de concretizar o resto do caminho, que não será fácil", disse.

Os detalhes ainda não são conhecidos. O presidente do Parlamento Euopeu, David Sassoli, lembrou aos líderes da UE que devem estar à altura das condições do Pacto Ecológico e da defesa do estado de direito. Sem isso, ameaçou, os deputados europeus não darão o seu consentimento ao acordo.

Com as infeções pelo coronavírus a aumentarem em algumas zonas da Europa e a recessão económica apenas no início, os líderes europeus têm um grande desafio nestas conversações.