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Guerra comercial EUA-UE abrandará lentamente

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Guerra comercial EUA-UE abrandará lentamente
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Há grande expetativa na União Europeia de que as relações económicas transatlânticas melhorem assim que o governo de Joe Biden entre em cena nos EUA.

Os últimos quatro anos foram marcados por uma escalada na guerra comercial, com uma hostilidade obsessiva de Donald Trump em relação à Europa.

Mas a diretora-geral de Comércio na Comissão Europeia, Sabine Weyand, alerta que a situação não mudará de um dia para o outro: "Não pode haver nostalgia. Não vamos voltar à ordem global anterior. O mundo não é, atualmente, o que era há dez ou mesmo há cinco anos".

Não vão aumentar os valores e poderão extinguir algumas tarifas mais ridículas que foram impostas aos aliados usando o pretexto da segurança nacional. Mas a administração Biden deverá querer algo em troca pela redução das tarifas.
Adam Posen
Presidente do Instituto Peterson de Economia Internacional

O executivo comunitário está a trabalhar em propostas para melhorar a cooperação. As prioridades são combater a pandemia da Covid-19 e suas consequências económicas, combater as alterações climáticas e ter posições comuns para as políticas comercial e digital.

Mas os analistas políticos alertam que a agenda interna norte-americana terá prioridade nos primeiros tempos.

“O governo Biden, de forma um pouco dececionante, não vai reverter todas as tarifas contra a União Europeia. Não vão aumentar os valores e poderão extinguir algumas tarifas mais ridículas que foram impostas aos aliados usando o pretexto da segurança nacional. Mas a administração Biden deverá querer algo em troca pela redução das tarifas", explicou o analista político Adam Posen, presidente do Instituto Peterson de Economia Internacional, em Washington (EUA).

Deverão manter-se por algum tempo tarifas como as recentemente impostas sobre o conhaque francês, bem como as que se aplicam à importação de peças de avião da multinacional europeia Airbus. Mas o tom da negociação deverá mudar.

“Penso que há condições para que as relações transatlânticas venham a ser fortalecidas, mas mais equilibradas do que no passado. Isso vai exigir cedências por parte dos EUA e por parte dos europeus", afirmou Peter Trubowitz, professor na London School of Economics.

Depois da vice-presidência com Barack Obama e no auge de uma carreira política que começou há quase meio século, Joe Biden é o símbolo de esperança para o futuro nos EUA e do outro lado do Atlântico.