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UE penalizará quem violar regras do comércio internacional

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De  Isabel Marques da Silva  & Gregoire Lory
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UE penalizará quem violar regras do comércio internacional
Direitos de autor  Francisco Seco/AP
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A União Europeia vai continuar a fazer acordos de livre comércio mas não quer ser ingénua porque esta é uma arena muito competitiva. É por isso que a nova estratégia , apresentada na quinta-feira, vai desenvolver mecanismos de proteção dos interesses europeus que penalizem quem violar as regras.

“O nosso objetivo é sermos mais sistémicos na forma como usamos as ferramentas de comércio, defesa e fiscalização existentes. Também queremos desenvolver o nosso próprio conjunto de meios de reação quando países fora da União Europeia atuem, manifestamente, fora do quadro das regras internacionais. Atuaremos no âmbito multilateral sempre que for possível, mas poderemos agir de forma autónoma, se necessário", disse Valdis Dombrovskis, vice-presidente da Comissão Europeia, em entrevista à euronews.

Aposta na transição ecológica à escala global

A recuperação económica da recessão causada pela pandemia de Covid-19 não deixará cair a aposta na transição ecológica à escala global. A União Europeia vai exigir que seja mesmo uma condição essencial para fazer negócios.

Queremos que a adesão ao Acordo de Paris seja um elemento essencial nas negociações para futuros acordos de livre comércio.
Valdis Dombrovskis
Vice-presidente da Comissão Europeia

"Em primeiro lugar, queremos trabalhar ao nível da Organização Mundial do Comércio (OMC) para criar uma iniciativa que combine comércio e proteção climática, por forma a facilitar o comércio de bens e serviços do setor ambiental, garantindo que não haja obstáculos indevidos aos produtos que são ecologicamente sustentáveis. Em segundo lugar, queremos que a adesão ao Acordo de Paris seja um elemento essencial nas negociações para futuros acordos de livre comércio", explicou o vice-presidente da Comissão Europeia.

Os analistas dizem que mais do que uma ruptura na política comercial, a União quer mostrar-se um parceiro fiável: “Vemos que há uma clara continuidade em questões efetivamente importantes como são o apoio à OMC, o relacionamento forte com os EUA e a aposta nos acordos bilaterais”, referiu o analista Uri Dadush, do Instituto Bruegel.

Cerca de 35 milhões de empregos na União Europeia dependem diretamente das atividades ligadas ao comércio internacional.