África quer desenvolver comércio intracontinental

videoconferência de representantes da COMESA, EAC e SADC
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De  Neusa SilvaJoão Peseiro Monteiro
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Zona Tripartida de Comércio Livre luta para concretizar o sonho de se tornar numa união aduaneira. Reunião ministerial apela à ratificação do acordo pelos países membos da SADC, COMESA e EAC.

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Depois do arranque da Zona de Comércio Livre Continental Africana, os blocos regionais estão a acelerar o processo de integração regional.

O conselho de ministros dos blocos económicos da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Mercado Comum da África Oriental e Austral (COMESA) e da Comunidade da África Oriental (EAC) analisaram, entre outros temas, o projecto de directrizes do mecanismo tripartido sobre circulação segura na região durante a pandemia de Covid-19 e a aceleração da implementação da Zona Tripartida de Comércio Livre.

Trata-se de um acordo firmado em 2015 para a integração de 3 blocos regionais, estende-se de norte a sul de África, do Egipto à África do Sul.

"A zona de comércio livre visa assegurarmos que há um aumento do volume das trocas intracontinentais, que é uma coisa que não acontece, não só aqui nesta região austral mas no resto do continente. As trocas interafricanas são muito reduzidas e não é só por via da necessidade de melhores infraestruturas. Os próprios empresários e os actores económicos muitas vezes vão buscar soluções e oportunidades bem mais longe quando o mercado está aqui, o mercado está aqui ao lado" - sublinha o ministro dos Transportes de Angola, Ricardo de Abreu, ao microfone da Euronews.

O objectivo do acordo de livre comércio tripartido é a criação de uma união aduaneira que integre os 26 países membros.

Os representantes dos blocos económicos regionais, nomeadamente COMESA, EAC e SADC, estiveram reunidos esta segunda-feira por videoconferência para analisarem os diplomas legais que vão vigorar por altura da implementação da zona de comércio livre tripartida.

Da reunião saiu a recomendação para que os países que até ao momento não ratificaram o acordo que o façam até Julho do presente ano.

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