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Português condenado a duas prisões perpétuas e 126 anos de prisão em Espanha

Polícia espanhola
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De Ana Filipa Palma
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O Tribunal Superior de Justiça de Madrid confirmou a pena de prisão perpétua revisível imposta a Micael da Silva, conhecido como "o Português", pelo atropelamento que causou a morte de quatro pessoas num casamento em 2022 em Torrejón de Ardoz.

O Tribunal Superior de Justiça de Madrid rejeitou os recursos apresentados contra a decisão do tribunal, em julho de 2025, e condenou Micael da Silva por quatro crimes de homicídio e nove tentativas de homicídio após atropelar vários convidados que se encontravam à porta do restaurante El Rancho a 6 de novembro de 2022.

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O tribunal validou as duas penas de prisão perpétua revisável e os 126 anos de prisão impostos, escreveu a agência de notícias espanhola, EFE.

Dos quatro crimes de homicídio, dois foram decididos por condenações a prisão perpétua revisável e outros dois a 20 anos de prisão. À pena acresceram 8 crimes de homicídio em grau de tentativa, puníveis com 10 anos de prisão cada, e um crime adicional de tentativa de homicídio, com uma pena de 6 anos de prisão.

Na lei espanhola existe prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional após um período mínimo de cumprimento de pena de prisão que varia geralmente entre 25 e 30 anos, dependendo do crime.

Os juízes argumentaram que o português levou a cabo um ataque “surpreendente e repentino, impossível de prever pelas vítimas”, que estavam indefesas, e que o arguido fugiu sem prestar assistência.

Segundo noticia a agência de notícias espanhola, EFE, a ação deste homem ocorreu depois de uma discussão entre os seus filhos e vários convidados durante uma festa de casamento.

Durante o processo, a defesa argumentou que o arguido agiu “sob medo insuperável, alegando que ele e os seus familiares tinham sido cercados e agredidos com armas por outros convidados”, no entanto, o tribunal não aceitou tais alegações por falta de provas.

As vítimas mortais eram uma mulher de 66 anos, dois homens, de 68 e 37, e um menor, de 17 anos, todos espanhóis. Há a registar ainda 9 pessoas feridas, algumas com gravidade, que três anos depois ainda não conseguiram recuperar.

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