Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

Ataques russos matam pelo menos nove pessoas e deixam catedral histórica de Kiev em chamas

Equipas de salvamento tentam apagar um incêndio na Catedral da Dormição, em Kiev, 15 de junho de 2026
Equipas de socorro tentam apagar um incêndio na Catedral da Dormição, em Kiev, 15 de junho de 2026 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Gavin Blackburn
Publicado a
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google
Partilhar Close Button

A vaga de ataques surgiu quando notícias de um acordo entre os EUA e o Irão começaram a abrir caminho para a paz na guerra no Médio Oriente, evidenciando a falta de progressos rumo ao fim de mais de quatro anos de combates na Ucrânia.

A Rússia lançou durante a noite de domingo para segunda-feira uma vaga de mísseis contra várias das principais cidades ucranianas, matando pelo menos nove pessoas e incendiando a histórica Catedral da Dormição, em Kiev.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

A vaga de ataques ocorreu numa altura em que notícias de um acordo entre Estados Unidos e Irão começaram a abrir caminho para a paz na guerra no Médio Oriente, sublinhando a falta de progressos rumo ao fim de mais de quatro anos de combates na Ucrânia.

Cinco operacionais de salvamento morreram durante operações de combate a incêndios no nordeste da Ucrânia e pelo menos outros cinco ficaram feridos após ataques russos à cidade de Kharkiv, declarou esta segunda-feira o ministro do Interior, Igor Klymenko.

A violência causou ainda a morte a mais quatro pessoas na capital, onde deflagrou um incêndio no complexo da Lavra de Kiev-Pechersk, classificado como património mundial da UNESCO, e o telhado da Catedral da Dormição ficou em chamas.

Moradores foram vistos a correr pelas ruas em busca de abrigo enquanto projéteis eram intercetados no céu e destroços incandescentes caíam sobre a cidade, relataram jornalistas na capital.

Telhado da Catedral da Dormição arde em Kiev, 15 de junho de 2026
Telhado da Catedral da Dormição arde em Kiev, 15 de junho de 2026 AP Photo

Mais de uma dúzia de viaturas de bombeiros cercaram a catedral, com equipas a trabalhar sem descanso para extinguir as chamas a partir do interior e de plataformas aéreas, observou um jornalista da agência AFP.

Via-se um buraco enorme num dos lados da igreja, com chamas visíveis no telhado, que ficou parcialmente destruído.

"Ataques russos sucessivos"

Segundo o Ministério da Cultura, ataques russos já tinham danificado vários edifícios do complexo em janeiro.

O chefe da administração militar local, Tymur Tkachenko, condenou o "ataque direto" ao local.

O metropolita Epifânio de Kiev também denunciou o ataque como um "crime contra a humanidade, a história e o cristianismo".

Pelo menos 23 pessoas ficaram feridas na capital e 140.000 residentes dos bairros do norte ficaram sem eletricidade.

A grande cidade de Kharkiv, no nordeste, foi igualmente alvo de ataques com mísseis.

Cúpula dourada de uma das igrejas da danificada Lavra de Kiev-Pechersk jaz no chão em Kiev, 15 de junho de 2026
Cúpula dourada de uma das igrejas da danificada Lavra de Kiev-Pechersk jaz no chão em Kiev, 15 de junho de 2026 AP Photo

"Cinco socorristas do Serviço Estatal de Emergência foram mortos durante operações de combate a incêndios devido a um ataque russo repetido", afirmou Igor Klymenko no Telegram. Pelo menos nove pessoas ficaram também feridas.

O chefe da administração militar da região de Dnipropetrovsk, Oleksandr Hanzha, indicou que a cidade de Dnipro também foi visada, causando um ferido.

O chefe da administração regional de Sumy, Oleg Grygorov, afirmou que três pessoas ficaram feridas no nordeste da região, incluindo uma criança.

Um ataque de drone ucraniano matou três pessoas e feriu outras três na cidade russa de Tula, cerca de 200 quilómetros a sul de Moscovo, disse esta segunda-feira o governador regional Dmitry Milyaev.

Negociações de paz

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy e o líder russo Vladimir Putin telefonaram ambos no domingo ao homólogo norte-americano, Donald Trump, para discutir a guerra na Ucrânia.

Zelenskyy afirmou na rede social X que "foram debatidas questões que podem ajudar a trazer a paz agora", enquanto o seu conselheiro Dmytro Lytvyn disse à comunicação social estar satisfeito com "uma conversa bastante substantiva sobre tudo" entre os líderes.

O Kremlin indicou que a conversa entre Putin e Trump se centrou nas negociações de paz com os Estados Unidos e o Irão.

Fragmento de míssil jaz na rua após ataque aéreo russo em Kiev, 15 de junho de 2026
Fragmento de míssil jaz na rua após ataque aéreo russo em Kiev, 15 de junho de 2026 AP Photo

A invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia tornou-se o pior conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, causando a morte de milhares de civis e de centenas de milhares de militares.

Perante os bombardeamentos quase diários das suas cidades por drones e mísseis russos, a Ucrânia intensificou, nas últimas semanas, os próprios ataques aéreos, que diz visar sobretudo a infraestrutura petrolífera russa para reduzir os lucros que financiam a guerra.

O conselheiro do Kremlin Yury Ushakov disse aos jornalistas que "os enviados especiais do presidente dos EUA, Steve Witkoff e Jared Kushner, atualmente muito envolvidos nos assuntos iranianos, regressarão em breve à Rússia".

Outras fontes • AFP

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google

Notícias relacionadas

Ataques russos fazem pelo menos dois mortos na Ucrânia, Kiev ataca fábricas na Rússia

Forças britânicas intercetam petroleiro russo da "frota sombra"

Países da UE chegam a acordo para desbloquear negociações de adesão com a Ucrânia e Moldova