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China decreta sanções contra deputados e outros cidadãos britânicos

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China decreta sanções contra deputados e outros cidadãos britânicos
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A China impôs sanções a nove cidadãos britânicos - incluindo cinco deputados - por divulgarem aquilo a que chamou "mentiras e desinformação" sobre o país. É a retaliação pelas medidas do governo britânico contra Pequim, por causa das violações dos direitos humanos da minoria Uigur.

O ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, Domnic Raab, não tardou a solidarizar-se com os visados por Pequim, afirmando: "Estamos totalmente solidários com os nove indivíduos que hoje foram sancionados. Isto não os vai impedir e não vai impedir o governo britânico de falar sobre as violações dos direitos humanos à escala industrial que ocorrem em Xinjiang".

Boris Johnson também manifestou apoio aos britânicos sancionados por Pequim, numa mensagem no Twitter: "Os deputados e outros cidadãos britânicos sancionados hoje pela China estão a desempenhar um papel vital a denunciar as graves violações dos direitos humanos perpetradas contra os muçulmanos uyghur. A liberdade de falar em oposição aos abusos é fundamental e eu estou firmemente com eles".

A China disse, esta sexta-feira, que os alegados abusos de direitos dos uigures, na longínqua região ocidental de Xinjiang, são apenas uma "conspiração estratégica" dos Estados Unidos para conter a China. A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China,, Hua Chunying, considerou as sanções contra o Reino Unido por causa de Xinjiang como uma "defesa justificada", tendo acrescentado: "Quero também salientar que nestas situações, são os EUA, a Grã-Bretanha, o Canadá e a UE que provocam primeiro e os chineses, que se defendem, depois. A nossa resposta foi uma defesa justificada; necessária, legítima e justa".

Estima-se que existam mais de um milhão de Uighurs e outras minorias, em campos de detenção, na região de Xinjiang. O governo chinês foi a cusado de realizar esterilizações forçadas em mulheres uigures e de separar as crianças das suas famílias.

A China negou inicialmente a existência de campos de detenção na província, antes de os defender como uma medida necessária contra o terrorismo, mas nega as alegadas violações dos direitos humanos.