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Como o movimento dos agricultores da UE planeia ganhar força antes das eleições

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Agricultores despejam batatas em ponto de destaque em Bruxelas durante protesto em março
Agricultores despejam batatas em ponto de destaque em Bruxelas durante protesto em março -  Direitos de autor  Harry Nakos/AP
Direitos de autor Harry Nakos/AP
De Jaime Velazquez
Publicado a •Últimas notícias
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O grupo quer dar prioridade aos produtos produzidos na Europa e acabar com as políticas verdes, e com acordos comerciais, nomeadamente, a importação de cereais da Ucrânia, e as negociações com o Mercosul.

Dezenas de pessoas reuniram-se em Valência, convocadas pela plataforma 6F, um movimento independente que surgiu na sequência dos protestos dos agricultores em toda a Europa.

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Organizações de, pelo menos, 10 países europeus juntaram-se para elaborar uma estratégia conjunta para as eleições europeias, bem como organizar uma manifestação a 4 de junho, na qual esperam congregar muita gente.

Querem que seja dada prioridade aos produtos produzidos na Europa em relação aos provenientes do estrangeiro, defendendo o fim das políticas verdes e da Agenda 2030, e ainda a anulação de acordos comerciais como, por exemplo, a importação de cereais da Ucrânia ou as negociações com o Mercosul.

São ideias que vão ao encontro das mensagens da extrema-direita europeia, que espera fazer dos protestos um dos seus principais ativos eleitorais nas próximas eleições europeias.

Em Espanha, o Vox espera canalizar parte desse descontentamento, embora não esteja claro quem conseguirá ganhar votos nas regiões rurais.

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