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Lucro da TAP cai mais de 90 por cento em 2025

Irão: cessar-fogo em risco devido aos ataques israelitas no Líbano
Irão: cessar-fogo em risco devido aos ataques israelitas no Líbano -  Direitos de autor  AP Photo
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De Diana Rosa Rodrigues
Publicado a •Últimas notícias
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Empresa ressalva que 2025 foi o quarto ano consecutivo de lucros, com um resultado líquido positivo de 4,1 milhões de euros. Este é, no entanto, um valor 92,36% mais baixo que em 2024.

A TAP anunciou um lucro positivo de 4,1 milhões de euros em 2025, reforçando que se trata do “quarto ano consecutivo de lucros”. Ainda assim, o resultado representa uma descida de de 92,36 por cento em relação a 2024, ano em que registou um resultado líquido de 53,7 milhões de euros.

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Em comunicado, a empresa reforça que, em 2025, o “resultado líquido recorrente teria sido 46 milhões de euros caso excluíssemos o impacto da atualização das taxas de IRC (Imposto sobre o Rendimento de pessoas Coletivas)”.

A transportadora aérea diz também que que “num contexto marcado pela incerteza e pressão de custos em toda a indústria, a companhia reforçou a posição financeira e concluiu os compromissos operacionais e financeiros previstos no Plano de Reestruturação aprovado pela União Europeia”.

Segundo a empresa, as receitas operacionais totalizaram 4 313 milhões de euros em 2025, um aumento de 1,2 por cento em relação ao ano anterior, "impulsionadas sobretudo pelas receitas de passagens (+0,8%) e pelo negócio de manutenção (+10,7%)".

Já os custos operacionais atingiram os 4 070 milhões de euros em 2025, um aumento de 3,6 por cento face a 2024. Estes valores são justificados pela empresa através do aumento nos custos de tráfego, pessoal e depreciações e amortizações, parcialmente compensados pela redução dos custos com combustível.

Em 2025, a TAP transportou um total de 16,7 milhões de passageiros, mais 3,4 por cento que no ano anterior.

A empresa, que se encontra atualmente num processo de privatização de parte do respetivo capital, indicou ter cumprido no ano passado "os compromissos operacionais e financeiros previstos no Plano de Reestruturação aprovado pela União Europeia".

"Bruxelas reconheceu que as medidas operacionais exigidas foram implementadas atempadamente e que a companhia alcançou resultados que restabelecem a sua viabilidade a longo prazo", indicou a empresa.

Luís Rodrigues, CEO da TAP, fala em "resultados sólidos", apesar do "contexto desafiante, marcado por pressões inflacionárias nos custos e por constrangimentos nas cadeias de abastecimento e operacionais expressivos em toda a indústria".

Para 2026, a empresa define o foco para as prioridades operacionais, num processo que prevê uma "nova fase de crescimento disciplinado e sustentável, com um maior enfoque na expansão transatlântica, nomeadamente com duas novas rotas no Brasil", segundo indica o CEO no comunicado, indicando ainda a expansão de operações a partir do Porto e o lançamento de várias novas rotas.

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