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Trump diz que não levantará bloqueio a portos iranianos até que seja alcançado um acordo de paz com Teerão

O sol nasce por detrás de petroleiros ancorados no Estreito de Ormuz, ao largo da costa da ilha de Qeshm, 18 de abril de 2026
O sol nasce por detrás de petroleiros ancorados no Estreito de Ormuz, ao largo da costa da ilha de Qeshm, 18 de abril de 2026 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Gavin Blackburn
Publicado a Últimas notícias
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O anúncio de Trump surge depois de o Irão ter afirmado anteriormente que não enviaria uma delegação para participar na segunda ronda de negociações de paz de alto nível em Islamabad, que estava prevista para segunda-feira.

O presidente dos EUA, Donald Trump, referiu na segunda-feira que os Estados Unidos não levantariam o bloqueio aos portos iranianos até que Teerão tivesse chegado a um acordo de paz para pôr fim à guerra.

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"O BLOQUEIO, que não será levantado enquanto não houver um 'ACORDO', está a destruir absolutamente o Irão", disse Trump numa publicação nas redes sociais.

"Estão a perder 500 milhões de dólares por dia, um número insustentável, mesmo a curto prazo."

O tráfego voltou a ficar paralisado no Estreito de Ormuz, uma vez que tanto Teerão como Washington impõem bloqueios separados.

O anúncio de Trump surge depois de o Irão ter dito anteriormente que não enviaria uma delegação para participar na segunda ronda de conversações de paz de alto nível em Islamabad, que deveria ter lugar na segunda-feira.

A decisão foi tomada depois de os Estados Unidos terem atacado e apreendido um cargueiro de bandeira iraniana que, segundo o país, teria tentado escapar ao seu bloqueio naval perto do Estreito de Ormuz, no domingo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, acena aos jornalistas enquanto caminha no relvado sul à chegada à Casa Branca, 17 de abril de 2026
O presidente dos EUA, Donald Trump, acena aos jornalistas enquanto caminha no relvado sul à chegada à Casa Branca, 17 de abril de 2026 AP Photo

O comando militar conjunto de Teerão prometeu responder, colocando em causa o destino de um frágil cessar-fogo a poucos dias do seu termo.

O navio foi o primeiro a ser intercetado pela Marinha dos EUA desde que esta começou a bloquear os portos iranianos na semana passada, em resposta ao fecho por parte de Teerão da via navegável estratégica, após o início da guerra dos EUA e de Israel contra o país, a 28 de fevereiro.

O Irão afirma que a abordagem armada do navio de carga constituiu uma violação da frágil trégua e um "ato de pirataria".

Numa publicação nas redes sociais, Trump afirmou que um contratorpedeiro de mísseis guiados da Marinha dos EUA no Golfo de Omã advertiu o navio de bandeira iraniana, o Touska, para que parasse e, em seguida, "o deteve imediatamente, abrindo um buraco na sala das máquinas".

Os fuzileiros navais norte-americanos estavam na posse do navio alvo de sanções dos EUA e estavam "a verificar o que se encontrava a bordo!"

Não ficou claro se houve feridos. O Comando Central dos EUA, que não respondeu a perguntas, afirmou que o contratorpedeiro tinha emitido "avisos repetidos ao longo de um período de seis horas".

Este desenvolvimento voltou a fazer disparar os preços do petróleo, agravando uma crise global dos preços da energia já grave, uma das piores das últimas décadas.

O petróleo Brent, a referência internacional, abriu as negociações a 95 dólares (80 euros) por barril na manhã de segunda-feira, um aumento em relação ao seu preço, que oscilou entre 91 e 92 dólares (77-78 euros) durante a maior parte do cessar-fogo.

Uma mulher membro da força paramilitar Basij durante uma manifestação organizada pelo Estado em Teerão, 17 de abril de 2026
Uma mulher membro da força paramilitar Basij durante uma manifestação organizada pelo Estado em Teerão, 17 de abril de 2026 AP Photo

A medida aumentou a incerteza sobre o destino da guerra, que Trump afirmou repetidamente nos últimos dias estar "perto do fim", mas que agora põe em causa a sua anterior declaração sobre novas conversações com o Irão no Paquistão.

Minutos após o anúncio da apreensão do navio, a comunicação social estatal iraniana noticiou a conversa telefónica do presidente Masoud Pezeshkian com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, no início do domingo.

As ações dos EUA, incluindo intimidação e comportamento irracional, têm levado a um aumento da suspeita de que Washington irá repetir padrões anteriores e "trair a diplomacia", segundo as declarações de Pezeshkian citadas nas notícias.

Outras fontes • AP, AFP

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