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Eleições levam Francisco Carvalho e o PAICV ao poder em Cabo Verde

PAICV regressa ao poder
PAICV regressa ao poder Direitos de autor  Misper Apawu/AP
Direitos de autor Misper Apawu/AP
De Ricardo Figueira
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O PAICV regressa ao governo do arquipélago com a vitória nas legislativas de domingo, que colocam Francisco Carvalho como próximo primeiro-ministro do país, sucedendo a Ulisses Correia e Silva, que disse "aceitar os resultados com naturalidade".

O Partido Africano para a Independência de Cabo Verde (PAICV), partido histórico que governou Cabo Verde após a independência, regressa ao governo do arquipélago, ao vencer as legislativas deste domingo com 47% dos votos, conseguindo a maioria absoluta em termos de deputados numa Assembleia Nacional com 72 lugares.

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O PAICV, de centro-esquerda, consegue 37 deputados contra 33 do partido até agora no governo, o Movimento para a Democracia (MpD), de centro-direita, que passa para a oposição.

A terceira força política do país, a União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), de tendência liberal, elegeu dois deputados.

Estes resultados significam que Francisco Carvalho sucede a Ulisses Correia e Silva, líder do MpD, como primeiro-ministro. Correia e Silva anunciou a sua demissão da chefia do partido e prometeu "abrir caminho a uma nova liderança". Quanto aos resultados, disse "aceitá-los com naturalidade, pois refletem um processo democrático”.

Francisco Carvalho lidera o PAICV há um ano e exerce, desde 2020, o cargo de presidente da Câmara Municipal da Cidade da Praia, capital do país.

Jovens na capital, Cidade da Praia
Jovens na capital, Cidade da Praia Misper Apawu/AP

O PAICV passa, assim, a acumular a maioria parlamentar, o governo e a Presidência da República, ocupada desde 2021 por José Maria Neves.

As legislativas de domingo foram as menos participadas de sempre, com uma taxa de abstenção de 53,4%, cerca de dez pontos percentuais acima das eleições de 2021.

Cerca de 416 mil eleitores foram chamados às urnas, entre os residentes no arquipélago e os cabo-verdianos espalhados por todo o mundo.

O país tem uma das taxas de emigração mais elevadas do mundo, com uma diáspora estimada em três a quatro vezes superior aos 529 mil habitantes das dez ilhas.

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