O incêndio levou o Governo de Múrcia a ativar a Unidade Militar de Emergências em alerta e a elevar o Plano Infomur ao nível 2, enquanto o executivo regional e o delegado do Governo trocam mensagens sobre a necessidade de reforçar a coordenação
O incêndio declarado na serra de Espuña, no interior da província de Múrcia, levou à ativação de um dispositivo de emergência e colocou em alerta a Unidade Militar de Emergências (UME), devido ao risco de as fortes rajadas de vento agravarem a evolução do fogo. O presidente regional, Fernando López Miras, informou que o contingente permanece em alerta para uma eventual intervenção rápida, caso a situação se agrave.
Por sua vez, o delegado do Governo em Múrcia, Francisco Lucas, confirmou que já foi autorizada a mobilização da UME e que várias unidades se dirigem para a zona afetada. “Os meios estão a caminho”, assinalou, sublinhando a necessidade de reforçar a coordenação institucional e apelando à participação imediata do Centro de Coordenação de Emergências.
O fogo deflagrou às 11:42 na zona do Llano de las Cabras e obrigou à mobilização dos Bombeiros do Consórcio de Extinção de Incêndios da Região de Múrcia, que partiram dos quartéis de Lorca e Alhama-Totana. Desde então, o dispositivo trabalha na contenção de um incêndio que se mantém ativo desde o meio-dia.
O Plano Especial de Proteção Civil para Incêndios Florestais (Plano Infomur) foi ativado no nível 2, aplicado quando existe risco de impacto grave em pessoas ou bens. Este nível permite solicitar meios extraordinários e, se necessário, declarar a emergência de interesse nacional, caso a evolução do fogo o justifique.
De acordo com a UME, várias unidades do III Batalhão de Intervenção partiram da base de Bétera, em Valência, para reforçar o dispositivo em Múrcia. As autoridades mantêm um acompanhamento permanente de um incêndio cuja evolução continua condicionada pelas condições meteorológicas adversas.