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Calor extremo em França leva muitos animais ao veterinário por falta de prevenção e reação lenta

Com a subida das temperaturas em França, os animais de companhia e os animais selvagens enfrentam riscos graves.
Com a subida das temperaturas em França, os animais de companhia e os animais selvagens enfrentam riscos graves Direitos de autor  Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved
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De Christina Molle com AFP
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As temperaturas extremas que atingem França há vários dias levam muitos animais de estimação ao veterinário, sobretudo por falta de prevenção e reação tardia dos donos.

Há já alguns dias que a Cléo está ofegante, bebe pouco e está agitada. Embora estes sinais possam parecer banais, em plena vaga de calor transformam-se numa corrida contra o tempo para evitar o golpe de calor, que pode ser fatal para esta gata jovem com excesso de peso.

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Chamado de urgência a este apartamento na região parisiense, o veterinário Rodolphe Lesauvage mede-lhe a temperatura e coloca-lhe uma perfusão para a reidratar rapidamente.

"Se não tivéssemos intervindo e explicado à dona as medidas de prevenção necessárias para este tipo de gato, era muito provável que a temperatura continuasse a subir e que o esforço respiratório aumentasse, com o aparecimento de complicações nas próximas 24 horas", explica Rodolphe Lesauvage.

Desde o início desta vaga de calor histórica em França, tem havido um aumento significativo de consultas de gatos que, habitualmente, não são muito sensíveis ao golpe de calor.

As urgências com cães também estão a aumentar. Nesta outra família, a Goldy, uma cocker spaniel de 16 anos, precisa igualmente de um cateter para se reidratar. Apesar destes cuidados, o prognóstico vital é reservado, pelo que o veterinário decide interná-la.

"No exame, pude observar que havia uma ligeira hipertermia, sem dúvida ligada ao calor. Verifiquei também que havia uma anemia grave. A análise ao sangue confirmou a anemia grave e a dor abdominal intensa. Tudo isto leva-me a pensar que teremos ou um processo tumoral com uma hemorragia importante no abdómen ou uma falência multiorgânica ligada ao golpe de calor de ontem", constata Rodolphe Lesauvage.

A situação é tão urgente que alguns animais morrem antes mesmo de serem vistos por um veterinário. Cachorros, gatinhos, bem como animais obesos ou idosos, são particularmente vulneráveis.

Desde meados de junho, o serviço 3115 Urgences vétérinaires regista um aumento de cerca de 10% na mortalidade entre os animais atendidos em situação de urgência, em comparação com o mesmo período do ano passado.

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