Rússia atingiu Kiev com vários ataques de grande intensidade na última semana, matando mais de 50 pessoas este mês numa vaga de mísseis balísticos e drones.
Pelo menos sete pessoas morreram em novos ataques russos durante a noite em várias zonas da Ucrânia, indicaram as autoridades, poucas horas antes de um encontro entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, à margem de uma cimeira da NATO em Ancara.
Uma pessoa morreu na capital, Kiev, segundo informou o autarca Vitali Klitschko, que relatou que armazéns arderam após um ataque com mísseis.
Uma primeira grande explosão em Kiev foi ouvida pouco depois da meia-noite, ainda antes de soarem as sirenes de alerta aéreo, uma falha rara no sistema que deixou os habitantes da capital apreensivos.
Noutros pontos da Ucrânia, uma mãe e a filha morreram na região sul de Mykolaiv, quando as forças russas atacaram com bombas aéreas guiadas, segundo o responsável pela administração militar regional, Vitaliy Kim.
Duas pessoas morreram na região nordeste de Kharkiv e outras duas na região de Kherson, na linha da frente, no sul, indicaram as autoridades.
A Rússia lançou vários grandes ataques mortíferos contra a capital ucraniana na última semana, matando mais de 50 pessoas este mês numa vaga de disparos de mísseis balísticos e ataques com drones.
Na cimeira da NATO em Ancara, Zelenskyy tem apelado aos aliados para que forneçam munições para os sistemas de defesa aérea Patriot, de fabrico norte-americano, considerados essenciais para travar os mísseis balísticos russos, extremamente rápidos e difíceis de intercetar.
A Ucrânia intensificou também os ataques contra a chamada frota sombra russa, composta por petroleiros envelhecidos que exportam produtos petrolíferos vitais e garantem receitas cruciais para a economia russa, em dificuldades.
O comandante das forças de drones de Kiev afirmou que 21 navios russos no mar Negro e no mar de Azov foram atingidos nas últimas 72 horas.